Artigo: Eu sou a dengue, e vou picar você

Depois de tanto ouvir falar, eis que me tornei mais uma vítima da dengue. Sorrateira, sem avisar, o mosquitinho sapeca me pegou desprevenido na última semana de férias. A epidemia no Estado de São Paulo cresceu assustadores 240% neste ano e obrigou até o prefeito Fernando Haddad (PT) a solicitar ajuda do exército para combater o transmissor.

Comecei a sentir dor de cabeça depois de almoçar na segunda-feira da última semana. Em poucas horas já estava com febre de quase 39ºC e dores pelo corpo. Minha disposição esvaziou no mesmo ritmo que a bateria do meu celular.

Procurei auxílio no hospital que atende pelo convênio da empresa. Quatro horas depois deixava o local com conselhos e exames para fazer dentro de alguns dias. A sorologia para dengue só pode ser feita a partir do sétimo dia, com o risco de um falso negativo se for realizada antes.

Dengue não tem solução. Tomar bastante água, descansar e recorrer à dipirona para tentar diminuir as dores. Qualquer esforço é uma dureza. Ir à padaria na esquina parece uma caminhada pelo Everest… Cinco dias após descanso e cama, no entanto, já estava melhor, podendo retornar a fazer algumas atividades leves.

O pior é tentar descobrir o local onde teria ocorrido a picada. Como os sintomas geralmente ocorrem a partir do terceiro dia da picada, no meu caso, na segunda-feira, provavelmente então eu fui vítima do mosquito na sexta.

Lembrei do meu dia. Passagem em São Bernardo do Campo para tomar café na casa da minha mãe. Depois fui para Itapecerica visitar um amigo. Retornei à minha casa, no centro de São Paulo, e no fim da tarde ainda fui ao Ibirapuera para passear com os cachorros.

Como todos os locais estão no alvo da epidemia, então fiquei sem ter como chegar a uma conclusão.

O alerta que fica é para tomarmos o máximo de cuidado e procurar evitar deixar locais de água parada em casa. Se todos ajudarem (isto inclui as autoridades), talvez em 2016 não tenhamos de passar pela situação deste ano. Do contrário, é bom armazenar estoques de repelentes, raquetes elétricas, inseticidas, e por aí vai…

Fonte: Band.com.br

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