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Ausência de Tite em congresso expõe distância entre Corinthians e CBF

Pela segunda vez em um período de 11 dias o Corinthians foi ausência sentida em evento oficial da CBF. 

Já havia sido assim na posse de Marco Polo Del Nero, novo presidente da entidade, no dia 16 de abril. O fato se repetiu no 1º Encontro de Técnicos da Série A, organizado pela CBF na última segunda-feira, no Rio de Janeiro. De 20 treinadores convidados ao congresso, somente Argel Fucks (Figueirense), Mílton Mendes (Atlético-PR) e Tite (Corinthians) não compareceram. Mas a falta do corintiano, em especial, foi mais sentida.  

Para organizadores, a ausência de Tite diminuiu o potencial das discussões previstas para o evento, além de tirar a possibilidade de que ele pudesse expor seus pontos de vista como referência da classe na atualidade. Idealizador do evento, o diretor de seleções Gilmar Rinaldi chegou a dizer: “queremos sempre todos os treinadores aqui. A ideia é que eles frequentem a casa deles, que é a CBF. Quanto mais técnicos aqui, melhor o debate”. 

De acordo com pessoas próximas e da confiança de Tite, ainda há certa mágoa com o fato de ele não tido o nome levado em conta na sucessão de Luiz Felipe Scolari para a seleção brasileira em 2014. Essas pessoas acreditam que esse sentimento contribuiu para que ele não participasse. Além disso, depois de se aconselhar na diretoria corintiana, o treinador não encontrou obstáculos para faltar ao encontro da CBF. No momento, distância é a palavra que define o clube paulista da entidade. 

Dentro desse contexto, a opção de Tite foi priorizar o trabalho no Corinthians e evitar holofotes. Depois de folga no fim de semana, o elenco corintiano se reapresentou na manhã da última segunda-feira com a programação de treinar em dois períodos. A atividade marcada para a parte da tarde, e que coincidia com o encontro da CBF, foi comandada por ele. Houve quem se desdobrasse para ir ao Rio de Janeiro, como o treinador cruzeirense Marcelo Oliveira, que adiou compromisso familiar. 


No Corinthians, também havia a ressalva de que o evento tivesse cunho mais político que técnico, o que não se confirmou na prática. O evento realizado pela CBF teve duração de seis horas, quatro palestras e discussões entre os treinadores presentes, como Dunga. Não havia presidentes de federações estaduais e Del Nero, por exemplo, pouco participou. O conteúdo do congresso chegou a ser elogiado por Ricardo Drubscky, do Fluminense. 

“É claro que temos programação, treinos, mas a participação aqui é fundamental. Deixei o meu treino de hoje (segunda-feira) com auxiliares para estar aqui. O pensamento aqui é esse, todos sabem da importância do encontro. Precisamos nos unir, marcar presença e debater. Acho que só assim conseguiremos as melhorias”, comentou Drubscky. 

O distanciamento entre Corinthians e CBF pode ser personificado entre o superintendente de futebol do clube, Andrés Sanchez, e o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero. Ambos dividiam o comando da Confederação em parte da gestão de José Maria Marin, mas Sanchez deixou o cargo de diretor de seleções com a demissão de Mano Menezes ao fim de 2012. Andrés participou da decisão de não acompanhar a posse de Del Nero há 11 dias. Hoje, a direção corintiana se opõe à ideia de rever a divisão de cotas de televisão no futebol brasileiro, algo que Del Nero já se mostrou inclinado a conversar. 


Fonte: Bol.com.br

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