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Cientistas editam genoma humano em embriões pela primeira vez

Pela primeira vez, cientistas relataram a edição do código genético em embriões humanos. Realizado por pesquisadores chineses, o trabalho tentou remover um gene responsável por uma doença do sangue potencialmente fatal, com o uso de embriões provenientes de uma clínica de fertilidade local.

Embora o estudo tenha sido feito propositalmente com um tipo de embrião incapaz de se desenvolver, os cientistas advertiram sobre as implicações éticas do trabalho. A técnica usada para editar o material genético – conhecido como CRISPR – é potencialmente capaz de não só remover doenças a partir do genoma humano, mas também editar características como inteligência e beleza.

Liderada por Huang Junjie, da Sun Yat-sen University, em Guangzhou, a pesquisa vem circulando há algum tempo na comunidade científica. Alguns cientistas responderam preventivamente em março, pedindo uma proibição mundial temporária da utilização de CRISPR para editar genes humanos até que as implicações tenham sido melhor examinadas.

Em artigo publicado na revista Science, alguns biólogos advertiram sobre os perigos de alteração da linha germinal humana (ou seja, alterações permanentes para o óvulo, esperma ou embriões que podem ser transmitidos às gerações futuras). Eles observam que as “enormes oportunidades” de tal engenharia genética vêm com “riscos desconhecidos para a saúde humana e o bem-estar.”

George Q. Daley, especialista em células-tronco e membro do grupo por trás do papel da ciência, disse ao The New York Times no mês passado: “Isso levanta a mais fundamental das questões sobre como nós vamos ver a nossa humanidade no futuro e se vamos dar o passo dramático de modificar nossa própria linha germinal para assumir o controle de nosso destino genético, o que suscita um enorme perigo para a humanidade”.

Via The Verge

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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