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Deputado é vaiado ao tentar subir em trio de manifestação em Belém

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A convocação de um político para discursar em cima do trio provocou vaias e reclamações no segundo protesto contra a presidente Dilma Rousseff, neste domingo (12), em Belém.

Os gritos começaram quando o deputado federal Éder Mauro (PSD-PA), delegado da Polícia Civil, foi chamado por um manifestante para subir no trio do Movimento Brasil Livre, grupo que diz ser apartidário.

Após as críticas, o deputado desistiu de falar e os membros do movimento passaram a tentar acalmar os irritados. “Vamos esquecer política e pedir apenas o impeachment”, pediu Augusto Silva, 29, uma das lideranças do movimento no Estado.

Depois da manifestação, ele classificou o episódio como uma tentativa de “descaracterização de um movimento sem partido” provocado por “simpatizantes do delegado”.

O protesto começou aproximadamente às 9h e reuniu 5.000 pessoas, segundo a PM. Os organizadores estimam que havia 8.000. No ato anterior, no dia 15 de março, esse número foi de, respectivamente, 50 mil e 70 mil.

Embalada pelo som de músicas de protesto de Legião Urbana e Cazuza, além do Hino Nacional e do Pai Nosso, a passeata começou e terminou na praça da República, centro da capital, passando pelas Docas.

Na pauta, além do impeachment da presidente, estavam a saída do ministro do STF e presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Dias Toffoli, o término da construção da hidrelétrica de Belo Monte e reclamações contra o aumento da energia.

Ao contrário do dia 15, quando carros de som estampavam faixas a favor da intervenção militar, poucas pessoas seguravam cartazes com essa demanda. Uma delas, o músico Pitágoras Aragão, 44, disse acreditar que seria “a única solução plausível” para que haja uma “limpeza geral” no Planalto.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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