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Dez anos após 1º vídeo, YouTube é ameaçado pelo Facebook

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Há exatamente dez anos, em 23 de abril de 2005, o primeiro vídeo (“me at the zoo”, ou “eu no zoológico”) foi postado no YouTube. O serviço –agora propriedade do Google Inc– tem dominado o compartilhamento de vídeos on-line desde então. Mas por quanto tempo?

O Facebook disse nesta quarta-feira (22) que seus usuários estão assistindo 4 bilhões de vídeos por dia, comparados aos 3 bilhões de janeiro desde ano e a apenas 1 bilhão em setembro de 2014.

Isso foi suficiente para que ao menos nove agências de consultoria aumentassem seus valores de referência das ações do Facebook, apesar do crescimento mais lento da receita da companhia nos últimos dois anos.

Praticamente todos os analistas veem as propagandas em vídeos como uma das áreas mais promissoras do Facebook para aumento de receitas.

Mee at the zoo

“A internet está experimentando um ponto de mudança em termos de demanda por vídeo. Propagandas em celulares e no Facebook podem muito bem ser o mais beneficiados por essa mudança”, disse o analista da RCB Capital Markets, Mark Mahaney.

O Google não revela o número de visualizações ou valores da receita do YouTube, apesar de a companhia ter dito em janeiro de 2012 que tinha alcançado 4 bilhões de visualizações diárias –isso foi quase sete anos depois de o cofundador do site, Jawed Karim, ter postado um vídeo de sua visita ao zoológico.

A consultoria Cowen & Co estima que as visualizações diárias no YouTube chegarão a 7,9 bilhões até o fim do ano, gerando US$ 5,9 bilhões em receita. A consultoria espera que a receita do Facebook de anúncios em vídeos chegue a US$ 1 bilhão neste ano.

“O consumo de vídeos no Facebook continua explosivo”, analistas da Cowen disseram em nota.

“Olhando para o futuro, nós acreditamos que o vídeo vai ser importante para trazer mais publicidade para o celular”, disse a diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, em conversa com analistas nesta quarta (22).

“Mais de 75% das visualizações de vídeos do Facebook no mundo ocorrem no celular e nós acreditamos eles serão mais importantes para os publicitários ao longo do tempo”, ela disse.

Analistas também viram uma grande oportunidade para criar um fluxo de receita pelo serviço de mensagens WhatsApp, o serviço de compartilhamento de fotos Instagram e o óculos de realidade virtual Oculus Rift. O Facebook está investindo pesadamente em todos esses produtos.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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