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Economia mundial está pronta para se recuperar depois de começo de ano fraco

(Bloomberg) – Chegou mais uma época de déjà-vu para a economia mundial.

Isso significa que é provável que a produção acelere depois de um primeiro trimestre decepcionantemente lento, dizem economistas do JPMorgan Chase Co. e da Capital Economics Ltd.

Desde 2010, a média de crescimento mundial no primeiro trimestre é de 2,8 por cento, frente a uma taxa geral de 3 por cento, segundo o JPMorgan. Neste ano, a expansão foi de apenas 1,7 por cento – quase um ponto porcentual abaixo do previsto pelo banco com sede em Nova York no começo do ano, em comparação com uma taxa de 3,1 por cento no segundo semestre de 2014.

“Prevemos uma recuperação do crescimento no segundo trimestre em relação a esta decepção, com os EUA abrindo caminho”, disse Bruce Kasman, economista-chefe do JPMorgan.

Ele está preparando os investidores para uma recuperação para 3 por cento neste trimestre e 3,3 por cento nos três meses seguintes.

Por que a expectativa de que tempos melhores virão? Andrew Kenningham, economista sênior internacional da Capital Economics em Londres, aponta para pesquisas de confiança empresarial que refletem a fortaleza subjacente da economia mundial.

O índice internacional de gerentes de compras da Markit Group Ltd., por exemplo, se manteve expansivo e recuou apenas de 51,9 em fevereiro para 51,8 em março.

Quanto aos EUA, a notícia, divulgada na semana passada, do menor número de contratações desde dezembro de 2013 encerrou um primeiro trimestre em que as vendas varejistas e os pedidos de bens de capital indicaram um fracasso. Isso levou o JPMorgan a estimar que o crescimento tenha sido de somente 0,6 por cento.

No entanto, Stephen Jen, fundador do hedge fund SLJ Macro Partners LLP, disse a seus clientes em um relatório publicado na segunda-feira que o período fraco nos EUA provavelmente foi causado por um inverno especialmente gélido e que o emprego e os salários vão acelerar em breve.

Ignorar os dados

“É preciso ignorar os dados fracos dos EUA nas últimas semanas”, disse Jen.

Uma mudança é que talvez a zona do euro não seja um peso. A equipe do JPMorgan prevê uma expansão de 2,3 por cento neste trimestre, frente a 2 por cento nos três meses anteriores.

A compra de bonds pelo Banco Central Europeu impulsionou os mercados financeiros, e a política fiscal e os créditos bancários estão se relaxando. O desmoronamento do euro e do petróleo também vai ajudar.

O desfecho, na perspectiva do JPMorgan e da Capital Economics, é um segundo ano com um crescimento global de cerca de 2,7 por cento, apesar da decepção do começo do ano.

“Agora fica claro que o crescimento mundial sofreu uma queda acentuada no primeiro trimestre”, disse Kenningham a seus clientes na semana passada. “Mas é provável que a atividade se recupere”.

Título em inglês: ‘World Economy Ready to Bounce After Sluggish Opening to 2015’

Para entrar em contato com o repórter:

Simon Kennedy, em Londres, skennedy4@bloomberg.net

Fonte: Bol.com.br

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