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Ele conhece os bastidores do Grêmio e sonha em tirar seu mentor do Gauchão

Se um dos treinadores que disputa o Gauchão conhece o Grêmio tão bem quanto Luiz Felipe Scolari, este é Roger Machado. O comandante do Novo Hamburgo foi criado na base do clube, defendeu as cores do Tricolor profissionalmente entre 1994 e 2003 e foi auxiliar técnico do clube entre 2011 e 2013. Chegou a comandar a equipe em várias oportunidades. Agora, no duelo das quartas de final, nesta quinta-feira (09) às 19h30 (horário de Brasília), ele sonha em derrubar seu mentor. Atualmente no comando do Novo Hamburgo, Roger diz saber os caminhos a percorrer para ter sucesso. 

Não foram poucas as decisões em que Roger e Felipão estiveram lado a lado. Juntos ergueram taças marcadas na memória gremista como a Copa do Brasil de 94, a Libertadores de 95, o Brasileiro de 96, sem contar Recopa e Gauchão. E a relação sempre foi a melhor. Agora em lados opostos, Roger admite que Scolari é um de seus exemplos na carreira. E não esconde um significado ímpar na vitória. 

Em campo, o mistério esteve dos dois lados. Se Felipão fechou treinamentos, Roger também o fez. Talvez por serem tão próximos. Roger tem Scolari como exemplo profissional. Segue os passos do mentor e espera um dia ter conquistas semelhantes. No Grêmio, Cristian Rodríguez está fora. Giuliano não esteve nos últimos dois treinamentos e é dúvida. No ataque, Mamute disputa posição com Braian Rodríguez. Enquanto no Nóia, chamado de ‘Galáticos do Vale’ por conta dos nomes experientes do elenco, Luan, Márcio e Leandrão estão suspensos. Já o zagueiro Fred volta após cumprir suspensão. 

Em entrevista ao UOL Esporte, Roger contou um pouco de como espera conseguir o feito histórico de eliminar seu time do coração do Campeonato Gaúcho. 

UOL: Na prática, o que o seu conhecimento dos bastidores do Grêmio pode influenciar no jogo? 

Roger: O ambiente que é criado dentro do clube nos momentos de decisão, eu conheço tão bem quanto quem está lá. Mais do que isso, a cultura criada ao longo da história do Grêmio, no que diz respeito a estilo de jogo, fiz parte de tudo isso. Conheço o DNA do clube. Além de ter trabalhado com alguns jogadores importantes como Ramiro, Rhodolfo, Douglas, Marcelo [Grohe]… E já jogamos duas vezes contra eles, também

UOL: Qual a importância de Felipão na tua carreira, e o que significa enfrentá-lo? 

Roger: Sem dúvida ele é um dos pilares da minha carreira. Convivi muito tempo com Felipão, sei um pouco como ele pensa e entende futebol. Conheço as estratégias que ele usa, já usei ao seu lado. Isso me dá ferramentas. Como ele gosta que o time se comporte… Tudo dá elementos para compor a estratégia de jogo. Enfrentá-lo é uma honra. Estou enfrentando um dos maiores treinadores da história do futebol brasileiro. Quem dera com o tempo de carreira que ele tem eu possa me aproximar das vitórias que já teve. Para mim é um prazer. E a satisfação de disputar uma fase adiantada do campeonato

UOL: Durante a semana, nos treinamentos do Grêmio, se falou muito sobre a experiência dos jogadores do Novo Hamburgo [Magrão, Bolívar, Luís Mário, Leandrão…] Qual a participação deles em um jogo decisivo? 

Roger: A participação é primordial. Primeiro pela capacidade e o talento que têm. Junto com isso, a experiência entra muito forte neste contexto de decisão. São jogadores com toda carreira em alto nível e que costumam se destacar em jogos deste tipo. Seja puxando os mais novos ou menos experientes para cima, ou ainda dando suporte emocional e motivacional que garante o equilíbrio do time. 

UOL: Onde o Novo Hamburgo não pode errar para conseguir este feito?

Roger: Não podemos nos desconcentrar pelo estádio cheio, pela pressão, pelo talento do adversário. São jogadores muito bons de meio e ataque. Temos que estar 100% concentrados. É a receita para não ser surpreendido. E com a bola, temos que ter coragem e confiança para colocar nosso jogo em prática. Não podemos ter medo de ser feliz. É um jogo em que preciso o melhor de cada um dos meus jogadores de forma individual e coletiva. 

UOL: O que significaria para você conseguir superar o Felipão e avançar? 

Roger: Significaria levar o Novo Hamburgo adiante. Levar este grupo de jogadores a uma semifinal de Gauchão tendo passado por um time grande e tradicional do país. Isso dá uma visibilidade muito grande. Todos se valorizam em momentos assim. No esporte, se tem que deixar um legado, uma história. Eu costumo dizer que vivemos de passado, porque é dele que nos orgulhamos, mas para isso temos que construir no presente. Sabemos o que isso representa para este grupo. 

UOL: O Felipão fechou dois treinos, e você deve ter participado de muitos momentos assim com ele. Como é este tipo de atividade, o que se fala…

Roger: É justamente para fazer um pouco de mistério. Eu também fechei meu treino. Fui questionado. E a resposta é sempre que se precisa de privacidade para externar a estratégia e corrigir alguns pontos em voz alta sem que ninguém fique atento a isso. Ter este momento com os atletas. Além do treino de pênaltis, que pode acontecer. Mas assim como eu fiz, ele também faz, e é com o mesmo objetivo. Ele tem opções, eu tenho. Talvez algumas dúvidas. Era assim já no meu tempo. Faz parte do jogo, dá uma atmosfera legal e um charme para a partida. 

GRÊMIO X NOVO HAMBURGO

Data e hora: 09/04/2015 (quinta-feira), às 19h30 (horário de Brasília)

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

Transmissão na TV: PPV e Sportv

Árbitro: Anderson Daronco

Auxiliares: Júlio Cesar dos Santos e Antônio João do Prado Albornoz

GRÊMIO: Marcelo Grohe; Matías Rodríguez, Pedro Geromel, Rhodolfo e Marcelo Oliveira; Ramiro, Maicon, Giuliano (Yuri Mamute), Douglas e Luan; Braian Rodríguez. 

Técnico: Luiz Felipe Scolari

NOVO HAMBURGO: Rafael; Fred, Bolívar e César Lucena; William Schuster, Dê, Thiago Humberto, Magrão e Paulinho; Luís Mário e Lucas Santos (Beto Cachoeira).

Técnico: Roger Machado

Fonte: Bol.com.br

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