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Footstats – Valdivia lembra Kardec e diz: demora por renovação pode cansar

Sempre alimentada por declarações do jogador e da diretoria do Palmeiras, a negociação para a renovação de contrato de Valdivia se arrasta desde o fim do ano passado e segue sem novidades. Uma situação que começa a incomodar cada vez mais o chileno, o qual fez sua estreia em 2015 apenas neste domingo, quatro meses após sua última atuação.

“Quando você não tem nada definido, cansa”, disse o meia, presente em campo nos 28 minutos finais da vitória por 3 a 1 sobre o Mogi Mirim, no Palestra Itália.

A situação é semelhante às que viveram Alan Kardec e Wesley, ambos atualmente no São Paulo. Com vínculo até agosto, Valdivia já poderia firmar pré-contrato com qualquer outra equipe, mas manifesta seu desejo de permanecer. A diretoria também quer mantê-lo no elenco, desde que ele aceite novas condições – os termos de produtividade, em especial -, e as conversas não chegam a um consenso. Para o jogador, justamente o que fez o atacante e o volante irem para o rival.

“Ambas as partes estão resolvendo. Acho que renovação é uma questão normal, você pede salários, luvas. Eu me lembro que quando teve renovação com Kardec e o Wesley, foram oferecidos salários bons e luvas”, citou o jogador mais caro do elenco, ao lembrar de época em que o diretor de futebol ainda nem era Alexandre Mattos. Foi para o ex-dirigente do Cruzeiro, porém, o recado.

“Ele é um ótimo funcionário. Agora… Se eu tenho uma empresa e quero que um funcionário fique, negocio com ele antes do contrato terminar. Temos muitos exemplos aqui. Kardec, Wesley. Deixaram a hora passar, e eles foram para outra equipe. Não vou discutir a sinceridade dele, mas quando você quer que o funcionário fique, você não demora para fazer uma oferta”, falou, questionando ainda a legitimidade dos contratos de produtividade.“Tem de tomar muito cuidado. Você assina um contrato por produtividade, recebe uma pancada do time contrário, sofre uma pancada no tornozelo, quebra o nariz… Aí não tem como falar. Desculpa, mas não me machuquei sozinho, me machucaram”, argumentou.

Quem cuida das conversas para Valdivia é seu pai. O chileno garantiu que não tem se metido no assunto diretamente – disse não saber de sondagens de Cruzeiro e Boca Juniors, a propósito -, mas avisou que, se souber de alguma “sacanagem” da diretoria do Palmeiras, desistirá da promessa de não defender outra equipe no Brasil.

“Se isso acontecer, virei a público e contarei tudo. Se for alguma equipe do Brasil mesmo, as pessoas vão ter de entender. Se começar a sair muita falsidade nos jornais… Até já saíram muitas notícias falsas, de que teria sido oferecido ‘x’ de dinheiro, e o Palmeiras não me ofereceu nada até agora. Se eu sentir que essa sacanagem vem de dentro, aí a postura muda”, ameaçou.

Fonte: Ig.com.br

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