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Ganso no Santos? O que é necessário para rumor do Facebook virar realidade

Paulo Henrique Ganso no Santos não passa hoje de boataria que circula nas mídias sociais. A realidade é outra. Bem outra. Não que a diretoria do Santos não gostaria de contar de volta com o meia. Pelo contrário, os dirigentes santistas até ficaram animados com os rumores na web e acreditam realmente que o jogador deseja regressar ao clube. Mas são muitas variáveis para que o sonho se torne realidade.

A começar, os dirigentes santistas se preocupam com a reação de sua torcida. Se for vaiado neste domingo, na semifinal do Paulista, na Vila, o sonho será somente um sonho. Ganso foi vaiado nos outros confrontos contra o Santos, torcedores chegaram a jogar moeda nele e tiraram a sua imagem do muro da Vila.

Há quem acredite no clube que a notícia veiculada, principalmente nas redes sociais, pode ter mexido com os sentimentos da torcida santista. No Facebook, era fácil encontrar torcedores do Santos já aceitando o meia de volta.

Em contrapartida, a crise financeira do Santos atrapalha para que o camisa 10 do São Paulo vire um sonho possível. A diretoria santista não tem dinheiro nem para comprar a porcentagem que o rival detém dos direitos econômicos do meia e nem para arcar com o salário dele.

Nos bastidores da Vila, a diretoria nega qualquer contato com Ganso, mas já admite que houve conversa recente com a alta cúpula da DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, e maior interessada no negócio, sobre o jogador. Os investidores querem recuperar o dinheiro investido para comprar os 68% dos direitos econômicos que possuem do meio-campista.

A amizade de Ganso com o atual presidente Modesto Roma e com o ex-presidente do clube, Marcelo Teixeira, é o ponto mais positivo quando o assunto é o retorno do meia ao Santos. Sem contar que os desafetos do jogador e da atual diretoria santistas são os mesmos – os ex-presidentes Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro e Odílio Rodrigues, que colaboraram e muito para que o jogador deixasse o alvinegro praiano.

Questionada se seria possível o retorno de Ganso ainda neste ano, integrantes da cúpula alvinegra sonham com uma contratação nos moldes que levaram Leandro Damião ao Cruzeiro. Neste caso, segundo o Santos, o São Paulo teria que emprestá-lo sem custos e ainda ajudar a pagar uma boa parte do ordenado do meia.

NO MORUMBI

O São Paulo não deseja vender Paulo Henrique Ganso nesse momento. O principal argumento da diretoria é que o clube detém apenas 32% dos direitos econômicos do meia e dificilmente teria receita expressiva com uma venda. A comparação óbvia é com o preço pago: em 2012 o clube investiu R$ 17 milhões para ter o jogador, e dificilmente conseguirá vendê-lo por esse preço – proporcionalmente ao valor pago pelo São Paulo há quase três anos, 100% dos direitos econômicos do camisa 10 valeriam R$ 53,1 milhões.

Outro ponto que vai contra a venda de Ganso neste momento é que o prejuízo esportivo seria grande. Apesar de não viver grande fase – tem três assistências e um gol em 12 jogos, em 2015 –, Ganso é titular absoluto da equipe neste momento e não tem substituto imediato. A diretoria lembra que o camisa 10 viveu grande momento no segundo semestre de 2014, jogando ao lado de Kaká na campanha que renderia o 2º lugar no Brasileirão para o São Paulo.

O São Paulo, no entanto, não tem apego emocional pelos jogadores e afirma que nenhum jogador é inegociável.

Resumindo, para Ganso voltar para a Vila Belmiro, ainda é preciso muito dinheiro e muita conversa, que vão (bem) além das mídias sociais.

Fonte: Bol.com.br

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