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Inter vence com atuação de luxo no Chile e fica a um empate das oitavas

Intensidade, marcação pressão, contra-ataques cirúrgicos e uma grande ajuda do goleiro adversário. O Internacional fez mais do que vencer a Universidad de Chile, nesta quinta-feira (16), em Santiago. O 4 a 0 aplicado no estádio Nacional, gols de Nilmar (duas vezes), Sasha e Valdívia, enfim enche os olhos. A atuação de luxo, que teve pênalti perdido por D’Alessandro, leva o Colorado aos 10 pontos no grupo quatro da Libertadores e, por consequência, a um empate das oitavas de final.

A vitória em solo chileno dá a Diego Aguirre algo inédito desde sua chegada: crédito. Com características até então distantes do time, o Inter fez de longe sua melhor apresentação no ano. Bem diferente dos outros jogos igualmente vencidos no torneio. Em casa, por exemplo, o Colorado ganhou do Emelec no abafa e contra o mesmo adversário teve sustos.  

Com o placar, o Internacional vai para a última rodada com grandes chances de ficar na primeira posição do grupo. Na semana que vem, o time gaúcho recebe o Strongest, da Bolívia, e precisa de apenas um empate para ficar na liderança. Já a Universidad de Chile, eliminada, visita o Emelec – que tem chances de passar.

Fases do jogo: Com marcação pressão e compactado, o Inter dominou o jogo desde muito cedo. E com uma larga vantagem. Nilmar apertou Johnny Herrera e o goleiro se atrapalhou. O atacante se jogou na bola e abriu o placar logo aos 10 minutos, em uma jogada onde metade do gol foi por mérito e outra fatia por falha. A desvantagem deixou a Universidad de Chile desesperada e toda exposta em campo. Melhor para o Colorado, que menos de dois minutos depois marcou de novo.

D’Alessandro lançou Nilmar, ele esperou Sasha infiltrar e serviu o camisa nove. Com um chute rasteiro, na saída do goleiro, o Internacional abriu 2 a 0 fora de casa como se estivesse no Beira-Rio. A partir dali, o time de Diego Aguirre trocou passes com autoridade, controlou o meio-campo por completo e fez sua melhor apresentação no ano.

Intenso, o Colorado chegou ao 3 a 0 com o relógio marcando 31 minutos. Nilmar disparou pela direita, tentou passar no meio de dois e viu González tomar a frente. Só que o camisa quatro vacilou e o atacante teve espaço para dar um toque por baixo. Herrera caiu atrasado. Os donos da casa tentaram chegar ao gol, mas falharam especialmente na criação de jogadas. Lorenzetti em rebote de escanteio e Corujo, de cabeça, mandaram para fora em lances que serviram apenas para registro. Não assustaram.

Na etapa final, Jorge Henrique saiu para entrada de Valdívia e o Colorado seguiu na mesma batida. Aos cinco mintuos, Nilmar foi derrubado por Corujo e o pênalti assinalado. Na cobrança, D’Alessandro chutou no canto esquerdo inferior e Herrera defendeu. O rebote caiu nos pés de Valdívia e o goleiro salvou de novo. Mas o meia-atacante seria recompensado pouco depois. Lançamento de Sasha, drible em Rojas e chute que entrou no meio das pernas do goleiro: 4 a 0.

O melhor: Nilmar – atacante teve atuação como nos velhos tempos, com velocidade extrema e letal. Marcou dois gols e sofreu pênalti que foi perdido por D’Alessandro. Juan – zagueiro esbanjou técnica com carrinhos e desarmes perfeitos. E iniciou a jogada de dois gols do Inter.

O pior: Johnny Herrera – goleiro falhou em três gols do Internacional: nos dois de Nilmar e no chute de Valdívia, que entrou pelo meio de suas pernas. Ainda assim, defendeu o pênalti cobrado por D’Alessandro. Uma ação de honra em uma noite fraquíssima do jogador que passou pelo Corinthians.

Chave do jogo: intensidade – com marcação alta e jogadores rápidos pelos lados, Inter encaixotou a Universidad de Chile e abriu 3 a 0 em 30 minutos de jogo. A transição rápida, característica até então inexistente no time, também foi vital para a atuação de gala.

Toque dos técnicos: Diego Aguirre centralizou D’Alessandro e deixou Sasha e Jorge Henrique dos lados. Com isto, o 4-2-3-1 do Inter ganhou em intensidade pelos flancos e pôde apertar a marcação na saída de bola. Foi com a pressão que o primeiro gol saiu e desmontou – até psicologicamente – a Universidad de Chile. Martín Lasarte deslocou Magalhaes para a lateral esquerda e tentou atacar por ali, mas sem sucesso. O 4-2-2-2 do time chileno ruiu por conta dos erros técnicos e falta de velocidade.

FICHA TÉCNICA
UNIVERSIDAD DE CHILE 0 X 4 INTERNACIONAL

Data: 16/04/2015 (quinta-feira)
Local: estádio Nacional, em Santiago, Chile
Árbitro: Silvio Trucco (ARG)
Auxiliares: Hernan Maidana (ARG) e Cristian Navarro (ARG)
Cartões amarelos: Corujo, Espinoza (UCH); Valdívia, Sasha (INT)
Gols: Nilmar, aos 10 e aos 31 minutos; Eduardo Sasha, aos 12 minutos do primeiro tempo. Valdívia, aos 12 minutos do segundo tempo.

UNIVERSIDAD DE CHILE: Herrera; Corujo, González, Rojas e Magalhaes (Ortiz); Pereira, Martínez (Espinoza) e Lorenzetti e Maxi Rodríguez (Benegas); Ubilla e Canales
Técnico: Martín Lasarte

INTERNACIONAL: Alisson; Ernando, Alan Costa, Juan (Réver) e Geferson; Rodrigo Dourado, Aránguiz, Eduardo Sasha, D’Alessandro (Alex) e Jorge Henrique (Valdívia); Nilmar
Técnico: Diego Aguirre

Fonte: Bol.com.br

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