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Medida de financiamento não anima construtoras

A redução do limite para financiamento de imóveis usados, anunciada nesta segunda (28) pela Caixa Econômica como medida para alavancar a comercialização de imóveis novos e favorecer a construção, não irá recuperar o desempenho do setor nem o índice de emprego.

A avaliação é do presidente do SindusCon-SP (sindicato da indústria da construção), José Romeu Ferraz Neto.

“Nosso problema é mais sério. [A iniciativa] ajuda, mas não é a solução. O entrave é conjuntural”, disse.

“Quando o país vai bem, com juros convenientes, cria-se um ambiente natural de confiança e as pessoas assumem o compromisso de comprar um imóvel. Não é preciso nem que a economia volte a crescer, mas, sim que haja confiança do consumidor.”

A situação do segmento vem piorando desde o fim do ano passado.

Levantamento do sindicato, feito em parceria com a FGV, aponta que houve uma retração de 8,36% no número de empregados na construção no país nos últimos 12 meses encerrados em março. Foram fechadas 296,9 mil vagas no período.

Na comparação com fevereiro, o recuo foi de 0,68% -o sexto consecutivo.

“O governo tem condições de tomar ações que amenizem essa queda. Pode, por exemplo, colocar o Minha Casa Minha Vida 3 para funcionar e também ampliar as obras públicas, que não dependem tanto da demanda do consumidor.”

Centro-Oeste e Nordeste foram as regiões que registraram os piores resultados nos últimos 12 meses -redução de 15,7% e 10,81% nos postos.

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Maré alta

Mesmo com a crise econômica, fabricantes de embarcações programam lançamentos maiores e mais caros neste ano e em 2016.

A Ferretti Group, por exemplo, se prepara para lançar um modelo de cem pés, com valor aproximado de R$ 35 milhões.

“As pessoas que compram barcos maiores são as que menos sofrem nesse momento”, diz Marcio Christiansen, presidente da marca no país.

A companhia também lançará modelos com 43 e 55 pés em 2016, mas acredita que haverá mais demanda por grandes embarcações.

O movimento é acompanhado por outras fabricantes, como a Azimut, que lançará iates entre 30% e 35% maiores do que na temporada anterior.

“É uma tendência de mercado. O consumidor quer um barco cada vez mais grandioso”, afirma Davide Breviglieri, presidente da Azimut.

A Fibrafort, que atuava apenas com barcos de 16 a 32 pés, espera um incremento de 10% no faturamento neste ano, após o lançamento de um modelo 40 pés.

“Devemos vender cerca de 800 unidades neste ano, em comparação com as 852 em 2014, porém com tíquete maior”, diz Márcio Ferreira, presidente da empresa.

R$ 20 milhões será o preço aproximado de um iate de 83 pés vendido pela Azimut Yatchs

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Revestimento espanhol

A Cipatex, que atua no revestimento sintético de móveis, calçados e barcos, intensificará neste ano suas operações internacionais.

Após distribuir a produção nos Estados Unidos e na Argentina, a companhia montou em Valência, na Espanha, um centro logístico que atenderá a partir deste primeiro semestre Portugal, França, Alemanha, Espanha e Itália.

“Diversificamos o negócio em outros países para diminuir os impactos da crise econômica no Brasil”, afirma William Marcelo Nicolau, presidente da empresa.

A previsão é que, nos próximos cinco anos, o centro espanhol responda por 5% dos embarques. Com faturamento de R$ 500 milhões em 2014, a empresa teve 20% do resultado obtido nas exportações para 20 países.

“Em 2016, vamos vender para Angola e África do Sul.”

100 milhões m² é a produção anual de revestimentos sintéticos

4 são as fábricas no Brasil

1.400 é o número de funcionários

R$ 540 milhões é o faturamento para 2015

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Saúde na urna

O sistema de saúde deverá influenciar mais os votos dos britânicos nas próximas eleições do que a condução da economia. Levantamento da Ipsos mostra que 47% dos entrevistados indicaram, em abril, essa questão como muito importante.

A economia foi apontada por 35%. Apesar de estar em segundo lugar, ela cresceu quatro pontos percentuais em relação a março.

Enquanto 41% dos entrevistados afirmaram que o Partido Conservador tem as melhores estratégias para comandar a economia, 23% defenderam o Partido Trabalhista. Houve 3% que indicaram o Ukip (de extrema direita).

Ao todo, mil pessoas foram ouvidas.

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Quatro… A Usiminas fornecerá aço para a nova fábrica da Jeep, que será inaugurada nesta terça(28) em Goiana (PE).

…rodas A Solução Usiminas, subsidiária da empresa em Pernambuco, prestará atendimento no corte do aço.

Grupo… O Inmetro implantará um grupo de trabalho em eficiência hídrica e energética que envolverá pesquisadores de todas as áreas de atuação do órgão.

…sustentável O objetivo é desenvolver novos projetos e também aperfeiçoar regulamentos existentes para tornar os produtos nacionais mais eficientes.

com LUCIANA DYNIEWICZ, LEANDRO MARTINS, ISADORA SPADONI e DHIEGO MAIA

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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