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Minha Casa Minha Vida é entregue sem infraestrutura

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O Dia

Mais 500 imóveis são inaugurados em Caxias em local onde faltam água, creche e escolas

Rio – A felicidade das 500 famílias que nesta quinta-feira receberam as chaves de seus apartamentos no condomínio Volterra, em Duque de Caxias, revela a inocência sobre os problemas que vão enfrentar por falta de infraestrutura. As moradias ficam no bairro Nossa Senhora do Carmo e foram entregues pela presidenta Dilma Rousseff e pelo governador Luiz Fernando Pezão.

Sem que novas escolas ou creches fossem construídas, o local recebeu, desde o início do ano passado, cerca de 10 mil moradores. Somadas às de quinta-feira, são 2,5 mil famílias. Entre os que já moram nos conjuntos, sobram reclamações sobre a dificuldade de se encontrar vagas em escolas para os filhos e não há creche pública na área. Além disso, eles contam que há interrupção frequente de abastecimento de água e energia.

Responsável pela infraestrutura do bairro, o prefeito da cidade, Alexandre Cardoso, prometeu abrir licitação para a construção, num terreno ao lado dos conjuntos do Minha Casa Minha Vida, uma estrutura que receberá um posto da Saúde da Família, uma creche e um colégio. “Vamos fazer em parceria com o setor privado e em um ano e meio a obra estará finalizada”, afirmou o prefeito, que negou que tenha havido falta de planejamento. Segundo ele, foi necessário esperar que todos se instalassem nos novos imóveis para “verificar o perfil dos moradores.”

Entretanto, enquanto os colégios não ficam prontos, moradores têm de buscar vagas em unidades em outras áreas do município. Na nova casa há quatro meses, Angelita Alves da Costa, 33, diz que só conseguiu matricular as três filhas do outro lado da cidade. Para piorar, uma das filhas é cadeirante e os ônibus não são adaptados.

Os problemas de infraestrutura foram apontados pelo DIA em fevereiro de 2014, quando só tinham sido instaladas 500 famílias. Quinta-feira, ao lado de Dilma, Pezão prometeu mais uma vez resolver o problema da água no local e lembrou do empréstimo com a Caixa Econômica Federal para realizar o sistema de abastecimento Guandu 2, que, segundo diz, “resolverá de vez” a questão.

“Atualmente, se não guardarmos água em baldes ficamos sem. Vivemos em constante racionamento. Só tem abastecimento quatro dias por semana”, reclamou Rogéria Oliveira do Nascimento, 31 anos, morador há nove meses. A Cedae informou que vem abastecendo os condomínios. Já a Light não respondeu.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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