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Netinho revela detalhes de quando esteve internado em Salvador



“A verdade precisa ser dita”, disse o cantor em seu perfil no Facebook


Redação iBahia

Na madrugada desta quinta-feira (30), o cantor Netinho usou seu perfil no facebook e fez um longo desabafo sobre uma suposta declaração de um diretor de um hospital, em Salvador. No texto, o artista abriu o jogo sobre os dias que passou internado na capital baiana e revelou detalhes do que aconteceu com ele, antes de ser transferido para São Paulo em uma UTI aérea.

“Ontem um amigo me contou que leu há alguns dias num dos jornais daqui de Salvador, uma matéria onde um dirigente de um hospital local elogiou um artista daqui da cidade porque no carnaval desse ano, após uma crise de apendicite, este mesmo artista ESCOLHEU ser operado aqui mesmo em Salvador. Pois bem, nesta mesma matéria de jornal, este mesmo diretor de hospital me citou dizendo que quando eu adoeci, ESCOLHI ir para um hospital em São Paulo ao contrário de ter escolhido ficar por aqui”, disse ele, referindo-se ao episódio de apendicite do cantor Márcio Victor, no Carnaval deste ano. “Pelo que sei, este artista baiano quando ESCOLHEU permanecer aqui em Salvador e ser operado num dos nossos hospitais, ESTAVA CONSCIENTE. No meu caso, como eu estava EM COMA naquela ocasião, quem fez a opção de me transferir para São Paulo foi a minha família. E hoje eu sei que mesmo se eu estivesse CONSCIENTE ali, e pudesse ter feito alguma escolha, teria feito a mesma escolha que a minha família fez”, pontuou.

Chateado com a declaração, Netinho revelou também que a família só tomou a decisão de transferi-lo porque os médicos baianos “desenganaram” o estado de saúde dele. “O que me levou ao COMA e a todo aquele absurdo estado de QUASE MORTE, não foi anabolizante nenhum. Tomei sim anabolizantes no passado, dois anos antes daquela época em que adoeci. Mas os tomei em dose muito pequena e SEMPRE acompanhado pelo então considerado o melhor médico nutrólogo de São Paulo. Tomei aquilo sob a sua orientação e só após ter feito baterias de exames sob a sua coordenação. Esta pouca quantidade de anabolizantes que eu ingeri realmente me causaram um processo doentio no meu fígado, mas eu seria tratado e ficaria curado, como fiquei. Hoje eu não tenho mais nada de doença no meu fígado. Mas a VERDADE é que, numa cirurgia que eu fiz no abdômen naquele hospital daqui de Salvador, devido ao alto índice de infecção hospitalar daquele hospital, eu contraí uma INFECÇÃO GENERALIZADA gravíssima. E foi esta infecção que agravou de forma tão absurda o meu estado de saúde. Aquele meu estado de saúde chegou a ser tão grave que nem os próprios médicos que me operaram descobriram uma solução para o meu corpo altamente debilitado. Me consideraram “MORTO”, e a sua única atitude foi a de chamar a minha família pra me verem pois, segundo eles, eu estava morrendo. Diante desta incapacidade, os médicos e o hospital alardearam na mídia que eu estava morrendo por causa dos anabolizantes. A mais pura mentira. Tentaram com esta falsa notícia, ENCOBRIR um fato altamente danoso para toda a comunidade baiana: o alto índice de infecção hospitalar daquele hospital. Eu nem consigo imaginar aqui quantas pessoas lerão estas palavras e que perderam familiares seus naquele hospital. As histórias que circulam por Salvador são incontáveis. Em ambos os sentidos desta palavra.

E diante daquela situação desesperadora, após a minha família decidir me enviar para São Paulo, sabem de que forma procederam aquele hospital e muitos dos seus médicos? Naquele momento tenso em que duas médicas paulistas vieram me buscar aqui em Salvador? Além de receberem e tratarem muito mal estas duas médicas, não permitiram sequer que elas tivessem acesso ao meu prontuário. Na hora da minha saída do hospital, a equipe médica gritava para todos: “Ele vai morrer no ar, ele vai morrer no ar!”. Referiam-se ao meu voo até São Paulo numa UTI aérea. Fizeram isso porque, tensos, não queriam que eu fosse transferido para outro hospital”, contou.

Após a transferência, que foi realizada com sucesso em maio de 2013, o cantor foi submetido a outro tipo de tratamento e passou por cinco cirurgias, sendo três no cérebro. “Concluindo: se a minha família naquele momento não tivesse me transferido para São Paulo, provavelmente eu não estaria aqui agora para contar esta história. Eu estaria MORTO, como estão pais, filhos, irmãos e amigos de muitos baianos que correram até ali em busca de cura. Não vim aqui hoje por mim pois sei o que eu passei e entendo como são as pessoas. Vim aqui por muitos que me escrevem perguntando sobre tudo que aconteceu naquele hospital e por muitos que sei são enganados a todo tempo”, disse.

E o desabafo de Netinho não parou por aí: “só vim aqui contar esta verdade pra vocês ( contrariando até um traço do meu caráter que me diz pra eu não fazer isso ) porque eu SEMPRE fui e sou por Salvador e pela Bahia. Acontece que ‘focinho de porco não é tomada!’. O fato de eu ter escolhido morar em uma outra cidade num determinado momento da minha vida, não apaga todo o amor, o respeito e o agradecimento que tenho por esta terra. Assim como entendo dessa forma colocada este aspecto da minha vida, quando eu penso em saúde, entre outras coisas pra mim também muito importantes, não consigo enxergar mesquinhezas como nomes de hospitais, de cidades, bairrismos ou fronteiras. Enxergo o que é melhor pra mim, dentro das condições que eu trabalhei e trabalho para ter, dando o meu próprio suor. Infelizmente vivemos num Brasil que não merece o nefasto sistema de saúde pública ( o SUS ) que tem. Fato este tão triste pra mim quanto ler num jornal a opinião de um médico que, comentando sobre vidas, notoriamente não faz ideia do que está falando. Morri?”.

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Fonte: iBahia.com.br
Matéria publicada pelo site iBahia. Todos os créditos e direitos para o referido portal.

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