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Queiroz Galvão demite 70 funcionários e coloca outros 500 em aviso prévio

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A construtora Queiroz Galvão ameaça paralisar as obras do Complexo Esportivo de Deodoro, no Rio de Janeiro, um dos principais centros de competição dos Jogos Olímpicos.

A empresa, responsável pelas obras juntamente com a construtora OAS, demitiu 70 funcionários nesta quarta-feira (1) e colocou outros 500 operários em aviso prévio, segundo apurou a Folha. O canteiro reúne 1.000 trabalhadores no total.

Os demais funcionários podem ser demitidos já na semana que vem. Eles possuem contrato de experiência e não necessitam de aviso prévio.

A empresa alegou aos empregados que não possui condições financeiras de mantê-los diante de atrasos nos pagamentos pela Prefeitura do Rio. A construtora iniciou as obras em agosto de 2014, mas só recebeu o primeiro pagamento em janeiro deste ano. Na ocasião, foram pagos cerca de R$ 60 milhões, referentes aos trabalhos executados de agosto a novembro. Desde então, não foram feitos novos pagamentos.

O contrato total é de R$ 650 milhões e prevê remuneração mensal pelas obras. A situação é preocupante diante do prazo apertado para o início dos Jogos Olímpicos, em agosto do ano que vem. O complexo deveria ser entregue em dezembro deste ano para que seja possível testar os equipamentos. No local, ocorrerão competições como slalom, rugby, hóquei, basquete feminino e tiro.

A Prefeitura do Rio afirmou que ainda não foi informada sobre as demissões. A Queiroz Galvão afirmou que não irá se manifestar. O Comitê da Rio-2016 foi procurado, mas até o momento não respondeu aos pedidos de esclarecimentos da reportagem.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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