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Tirar Cuba da lista terrorista abre caminho para embaixadas, dizem analistas

Havana, 14 abr (EFE).- A decisão do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de retirar Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo é um “avanço substancial” que facilita o caminho para reabertura de embaixadas em ambos os países, indicaram nesta terça-feira analistas consultados pela Agência Efe.

Trata-se do primeiro passo “significativo” e “concreto” no processo de restabelecimento das relações desde que os presidentes Obama e Raúl Castro anunciaram a reaproximação no dia 17 de dezembro do ano passado, disse à Efe o ex-diplomata cubano Carlos Alzugaray.

O presidente americano sinalizou hoje ao Congresso sua intenção de retirar Cuba da lista de Estados patrocinadores do terrorismo, na qual o país está desde 1982 – ao lado de Síria, Irã e Sudão – e representa a imposição de sanções.

Os parlamentares têm agora 45 dias para estudar a decisão de Obama e, caso não concordem com a medida, podem apresentar um projeto de lei para revogar a decisão presidencial.

Cuba rejeita a inclusão nessa lista por considerá-la injusta e injustificada. A exigência da retirada foi um dos temas abordados nas rodadas de negociação até agora realizadas entre Havana e Washington, condicionando, de certa forma, a reabertura de embaixadas nas capitais dos dois países.

Segundo o professor cubano Esteban Morales, a decisão de Obama é um avanço substancial capaz de eliminar o obstáculo político que Cuba colocava para restabelecer as relações diplomáticas.

“Isso permite reabrir as embaixadas e dá coerência ao posterior processo de normalização que será mais longo. É, além disso, uma vitória moral, já que os EUA não podiam justificar ter Cuba nessa lista por mais tempo”, afirmou.

Morales lembrou que o Congresso ainda precisa se pronunciar sobre o assunto, mas disse acreditar que os parlamentares não farão oposição à decisão do presidente.

A saída de Cuba da lista representa também o fim de algumas sanções como a proibição da venda e exportação de armas, de auxílio econômico e restrições às transações financeiras entre cidadãos.

Além disso, soluciona de maneira quase automática o problema bancário sofrido pelo Escritório de Interesses de Cuba nos EUA, que há mais de um ano não dispõe dos serviços de uma entidade financeira, o que afetou seu funcionamento.

A resolução desse impasse foi outra das principais exigências colocadas por Havana nas conversas com Washington.

Fonte: Bol.com.br

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