União manda baixar em 9,6% proposta de remuneração na Petrobras

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A União apresentou, na assembleia de acionistas da Petrobras, ordem para reduzir a proposta de aumento do teto da remuneração global (salários fixos, bônus, benefícios e previdência complementar) da diretoria da estatal em 9,6%.

A Petrobras tem oito membros na diretoria, considerando o presidente, Aldemir Bendine. Em 2014, eram sete.

De acordo com representante da União na assembleia, a procuradora da Fazenda Maria Tereza Lima, o Dest (Departamento de Coordenação e Governança das empresas Estatais), do Ministério da Fazenda, mandou baixar de R$ 19,91 milhões para R$ 17,994 milhões o teto da remuneração global dos oito diretores para 2015.

A remuneração dos executivos precisa passar pela assembleia de acionistas, todos os anos. A proposta anterior constava do manual de assembleia, que estava disponível no site da Petrobras até o início do encontro, no meio da tarde desta quarta-feira.

Em média, a remuneração máxima seria de R$ 2,49 milhões por diretor, conforme a proposta oficial. Com a ordem do governo, caiu para R$ 2,23 milhões. A empresa pode não atingir o teto e pagar menos do que o aprovado, como costuma fazer.

A empresa pretendia diminuir a parcela da remuneração atrelada a resultados e aumentar a parte fixa, que não depende de desempenho.

A proposta pedia um teto na remuneração fixa de R$ 12,8 milhões, ou R$ 1,6 milhão por diretor. No entanto, o teto da fixa caiu para R$ 9,82 milhões.

Assim, considerando a parcela fixa, na média por diretor, em vez de conseguir um aumento de 23% no teto em relação ao que foi pago efetivamente em 2014, cada executivo vai levar, na melhor das hipóteses, um fixo 8% menor do que o ano anterior.

No fim de março, a Petrobras havia justificado que que a proposta de aumento nos tetos, em relação à remuneração paga em 2014, contemplava inflação de um ano até março, de 8,09%, mais incorporação de verbas como auxílio moradia e passagem aérea, que não eram previstas no ano anterior.

Presidente da assembleia, o advogado Francisco Costa e Silva, afirmou que “o recurso foi contingenciado”.
“Este é o papel da União”, disse, durante da assembleia.

Procurados para esclarecer as reduções, a procuradora da União e o presidente da assembleia não quiseram fazer comentários.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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