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Vítima aceitou pegadinha do zumbi para conhecer metrô: 'a cara da riqueza'



01/04/2015 – 10h46



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A cearense Aurileide Silvestre Gomes, a moça que aparece dando bolsada na cabeça de um zumbi, garantiu que não sabia que estava participando de uma pegadinha —apesar de ser comum o uso de figurantes neste tipo de trabalho—, do “Programa do Silvio Santos”, do SBT, quando uma amiga lhe falou das gravações, que aconteceram em dezembro no Ceará.

“Fui convidada para participar de um teste do metrô, testar o ar-condicionado e avaliar o serviço (a gravação ocorreu de madrugada na estação Chico da Silva). Eles pagaram R$ 70 e como estava precisando comprar um liquidificador, esse dinheiro me serviu. E também queria conhecer o metrô, era uma novidade, nunca tinha andado. Tão chique, tão bonito, a cara da riqueza. Ia passear de metrô, testar o metrô e ainda ganhar R$ 70, oh tá bom demais”, disse ela em entrevista ao UOL.

“Se eu soubesse que era uma pegadinha não tinha participado, morro de medo de filme de terror, não assisto nem o Chucky (‘Brinquedo Assassino’)”, completou ela, que nunca viu a série “The Walking Dead”.

Reprodução
Aurileide Silvestre Gomes, a moça que aparece dando bolsada na cabeça de um zumbi, exibe o liquidificador que comprou com o dinheiro da pegadinha
Aurileide Silvestre Gomes, a moça que aparece dando bolsada na cabeça de um zumbi, exibe o liquidificador que comprou com o dinheiro da pegadinha

Com várias solicitações de amizades no Facebook e assediada pelos colegas de trabalho, Aurileide ficou conhecida pelos familiares como “a doida que tentou matar o zumbi com a bolsa”. “Minha bolsa estava bem cheia mesmo, saio para resolver as coisas e carrego tudo, tinha até uma bíblia, mas não sabia se podia bater. O zumbi apanhou de bíblia, pelo menos ficou abençoado”, disse aos risos.

Hipertensa, a agente social contou que sua pressão não subiu apesar do susto que levou. “Tenho pressão alta, mas os médicos mediram e estava ok. Assistia pegadinha na TV e pensava: ‘se fosse comigo eu descia a porrada’. Mas quando você vive a situação, você fica perturbada. Não sabe se aquilo é real, se realmente está vivendo aquilo. Você sente um arrepio, sentia que estava sendo perseguida por algo que não pertencia à Terra. Não tinha noção que eram figurantes zumbis. Só pensava em ligar para polícia, mas tinha até esquecido que o celular estava na bolsa”, disse.

Apesar de seu relato, Aurileide ficou sabendo que o quadro iria ao ar no domingo (28) pela produção do SBT, e avisou os amigos. Ela, inclusive, fez fotos no dia da filmagem, conforme postagens em sua página no Facebook.

Sobre a mulher que aparece desmaiada, a agente social contou que ela se recuperou rápido do susto. “Ela chegou rindo depois, estava bem. Não sei como não fiquei catatônica, totalmente paralisada”. No fim, a cearense de Caucaia definiu como positiva a experiência. “A melhor terapia é o riso”.

COMO FOI

Na “Câmera Escondida”, passageiros entram no Metrô de Fortaleza (CE), mas o sistema apresenta um problema técnico e as pessoas ficam trancadas dentro do vagão. As luzes se apagam e, quando a energia é restabelecida, os passageiros dão de cara com figurantes se passando por zumbis, e que tentam invadir o trem.

Em redes sociais, boa parte dos internautas elogiou a qualidade da brincadeira.

“Câmeras Escondidas” de terror –patrocinadas ou não– já se tornaram um marco no programa de Silvio Santos. Em 2012, por exemplo, a pegadinha “Menina Fantasma” –uma garota que aparece do nada em um elevador– teve repercussão em veículos internacionais e o vídeo se tornou um hit da internet, com mais de 200 milhões de visualizações no YouTube.

Na época, os sites dos jornais “The Telegraph”, “The Sun”, “Daily Mail”, além de outros como Gawker e “Huffington Post” afirmaram que a brincadeira da “Menina Fantasma” era uma das “mais assustadoras da história”. O “The Sun” questionou se a pegadinha não foi “longe demais” e o Huffington Post salientou que a armação foi “terrível”.

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Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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