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Cerveró a juiz da Lava Jato: 'Não chego a ser um garoto de Ipanema'

Curitiba – O ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, prestou depoimento nesta terça-feira na Justiça Federal de Curitiba. Questionado pelo juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, qual é seu patrimônio atual ele respondeu: “O senhor bloqueou tudo, né? (…) O que eu tenho hoje é a minha casa em Itaipava. Estou morando em Itaipava, devido a essa exposição gigantesca que fui vítima na imprensa. Depois de morar 45 anos em Ipanema, porque eu praticamente nasci e me criei em Ipanema. Eu não chego a ser um garoto de Ipanema”. 

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Cerveró prestou depoimento a Justiça Federal de Curitiba nesta terça-feira

Foto:  Reuters

Durante o depoimento, o ex-diretor ainda pediu que o dinheiro fosse desbloqueado. Cerveró afirmou que nem ele e nem seus filhos ou sua mulher têm bens, dinheiro ou offshores no exterior. “Eu ganhava na Petrobrás.  meu salário hoje é a aposentadoria. Eu estou aposentado desde 2011. É uma dificuldade. Meu filho quando vai lá buscar, tem referência na Caixa Econômica, eles liberam, mas dá trabalho. De uma renda que eu tinha de R$ 120, 130 mil, hoje eu tenho uma renda que deve dar uns R$ 12 mil, R$ 15 mil”, disse.

Cerveró foi preso preventivamente em 14 de janeiro deste ano por suspeita de ter recebido US$ 30 milhões em propinas. Ele também é suspeito de ter sonegado dados relevantes ao Conselho de Administração da Petrobrás, sobre a aquisição da Refinaria de Pasadena, nos EUA. Em outra ação penal, a que responde na Justiça Federal do Paraná, o ex-diretor é acusado formalmente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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