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Cláudio Zoli, 'tocando B.B. King sem parar', está com o coração apertado

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Cláudio Zoli, 50, não estava “trocando de biquíni sem parar”, como cantavam “2.500 pessoas no Cassino do Chacrinha”, e sim prestando uma homenagem a seu maior ídolo: B.B. King, morto nesta sexta (15), aos 89 anos.

“Na madrugada a vitrola rolando um blues/ Tocando B. B. King sem parar”, dizem os versos mais famosos do hit “Noite do Prazer”, que gravou em 1983 com a já extinta banda Brylho.

“Todo mundo fazia ‘playback’ no Chacrinha, e o microfone era fechado. Aí eu não podia avisar, ‘ó, pessoal, é do King que estou falando!”, diz o músico à Folha, num dia “de muita tristeza”.

Renata Freitas/Folhapress
Cláudio Zoli em foto de 1999
Cláudio Zoli em foto de 1999

Zoli, um molecote de 23 anos quando a canção estourou nas rádios, diz não se incomodar quando a plateia troca as bolas –há quem também mande “na madrugada a vitrola rolando um nu” na frase anterior.

“Não sei como nenhuma marca de biquíni fez uma propaganda com isso. Seria uma ideia genial.”

Com dez discos lançados, também não se aflige por ser conhecido como “one hit wonder” (artista de um único hit).

Ao compor a canção, retratou fielmente sua vida nos anos 1980, quando se juntava a Paulinho Guitarra, músico de Tim Maia e dono da maior coleção de vinis do Rei do Blues.

Ficavam “tirando um som” enquanto a vitrola Gradiente rodava o som de King.

Zoli ficou “com o coração apertado” ao ler a notícia sobre o astro. Mensagens de Whatsapp não demoraram a pipocar: eram amigos que, ao saber da morte do músico americano, imediatamente pensaram nele.

Encontrou com King uma única vez, num show no aterro do Flamengo, no Rio. Ele já estava debilitado e tocava sentado. Não perdeu a chance: foi ao camarim e entregou-lhe um CD com “Noite do Prazer”. “Ele adorou.”

B.B. King em São Paulo

O clássico oitentista já foi regravado por Ana Carolina e Cássia Eller, Jorge Vercillo e Jota Quest. Reza a lenda que Tim Maia também soltou o gogó para anunciar: “A noite vai ser boa/ De tudo vai rolar”.

“Mas no começo as pessoas confundiam a minha voz com a dele, pode ser que tenham me ouvido e pensado que era Tim”, diz Zoli.

Ele pretende prestar homenagem a B.B. King, cuja Lucille (como chamava sua guitarra Gibson) embalou tantas madrugadas de prazer.

Cantará “Noite do Prazer” em show amanhã, no Sesc Ramos, no Rio de Janeiro. A noite vai ser boa, de tudo vai rolar.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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