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Custo da Refinaria Abreu e Lima ultrapassará os R$ 20 bilhões

Deputados realizaram visita as dependências para colher informações (Foto: Thiago Neuenschwander/DP/D.A.Press)
Deputados realizaram visita as dependências para colher informações

A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), uma das obras citadas nas investigações da Operação Lava-Jato, deverá custar, ao menos, R$ 20 bilhões aos cofres públicos. A informação foi divulgada pelo deputado federal Kaio Maniçoba (PHS/PE), 3º vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as denúncias de superfaturamento em obras da Petrobras. Nesta segunda-feira, Kaio e outros três integrantes da CPI estiveram nas dependências da refinaria para colher informações que possam embasar o relatório final sobre o caso.

O custo inicial previsto da Rnest era de R$ 2,4 bilhões, mas seu custo atual já gira em torno dos R$ 18,5 bilhões.. “Pelas informações que nós tivemos aqui, a refinaria deverá custar, no mínimo, mais R$ 3 bilhões. Esse é um relatório que eles gentilmente nos passaram, mas a parte técnica da CPI virá aqui para olhar isso. Então, acredito que com menos de R$ 20 bilhões a gente não tem essa refinaria pronta”, assegurou.

Como consequência dos sucessivos problemas, as obras que deveriam estar concluídas desde 2011 ainda não foram entregues totalmente e não têm previsão disso. Atualmente, cerca de 80% do projeto está pronto, parte dele da operação do primeiro trem de refino da refinaria, cuja produção começou em dezembro de 2014.

Porém, desde o início do ano, os trabalhos para conclusão da obra estão paralisados, reflexo direto da Operação Lava-Jato, responsável por investigar a relação entre ex-diretores da estatal, doleiros, parlamentares e empreiteiros – alguns deles presos na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

Apesar de já terem a informação do andamento das obras, os deputados puderam constatar de perto a situação. “Só o trem um funciona hoje, produzindo cerca de 70 mil barris por dia. O trem dois está na fase de construção. Era um coisa que a gente sabia, mas não tinha noção de como estava. No trem um há coisas faltando também, como licença ambiental e por isso ele não pode funcionar na sua capacidade máxima que é de 90 mil barris por dia”, ponderou Maniçoba.

O parlamentar agregou que a situação do trem dois é a mais preocupante no que diz respeito à capacidade operacional da Rnest. “O trem dois que é o setor primordial na construção e no ganho da refinaria , pois com ele será possível produzir o dobro de petróleo. É uma parte, na minha concepção, que traz o maior prejuízo hoje. Não existe nem empresa para tocar as obras dela”, encerrou. 

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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