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Dilma garante apoio total para os Jogos

Rio – Em longo dia de atividades no Rio, a presidenta Dilma Rousseff (PT) defendeu um “ajuste fino” entre governo federal, estadual e municipal para resolver os problemas na organização das Olimpíadas. Apresentada pelo prefeito Eduardo Paes como “Dilminha Olímpica”, ela também afirmou, em entrevista coletiva, não ver “nenhum impacto” dos desdobramentos da Operação Lava Jato sobre as obras dos Jogos.

Empreiteiras investigadas pela Polícia Federal pelo esquema de corrupção na Petrobras são responsáveis por importantes construções, como a do Parque Olímpico da Barra.


A presidenta Dilma Rousseff e o prefeito Eduardo Paes viveram momentos de bom humor durante a visita dela ao Rio de Janeiro ontem

Foto:  André Luiz Mello / Agência O Dia

Mais cedo, ela entregou casas do programa Minha Casa Minha Vida na Zona Oeste e visitou as obras da Linha 4 do metrô com Paes e o governador Luiz Fernando Pezão. “Agora é a hora do ajuste fino. Nós viemos sempre integrados, não é? O governo federal financiou a maioria das obras, fosse pelo banco BNDES, pela Caixa Econômica ou pelo Banco do Brasil. Agora, chegou a hora de buscar o problema onde ele está”, declarou Dilma, após reunião com o Comitê organizador dos Jogos Rio 2016.

Dilma disse que “sempre há problemas em eventos dessa magnitude, como aconteceu na Copa do Mundo”. “Tem de resolver problemas todo santo dia, depois em todas as horas”, resumiu.

A magreza da presidenta voltou a ser tema de conversa com os jornalistas. Gaiato, o prefeito Eduardo Paes brincou que, por estarem com a silhueta mais enxuta, apenas ele e Dilma irão inaugurar as obras das piscinas olímpicas — Pezão ficaria de fora.

Com 67 anos, a presidenta Dilma Rousseff se disse “em campanha” pela saúde, e relatou que passou a tomar menos remédios depois da perda de peso. “Eu era mais magra, sempre fui mais magra, mas engordei. O que tem de fazer? Você tem de manter uma alimentação saudável, sobretudo tem de fazer exercício físico”, ensinou a presidenta da República.

Somente quando os microfones foram desligados,Dilma revelou ter perdido 15 quilos com a nova rotina. Nova deixa para Eduardo Paes fazer graça. “Viram só, ó! É 15! A presidenta é PMDB…”, brincou o prefeito, em referência ao número de seu partido, aliado da presidenta.

Segundo Dilma, um dos ajustes finos será a nomeação de um novo presidente da Autoridade Pública Olímpica, justamente o órgão gestor criado para integrar os União, estado e município. O cargo estava vazio há três meses, o que emperrava a integração entre os governos.

Nas obras da Linha 4 do metrô, selfies com os operários

No fim da manhã, a presidenta Dilma passou pelas obras da Linha 4 do metrô, no trecho que liga São Conrado à Barra da Tijuca. Em aparição relâmpago, ela saltou de um caminhão adaptado ao lado de Paes e Pezão, posou para selfies com operários e logo deixou o local, sem falar com a imprensa.

Só o secretário estadual de transportes Carlos Roberto Osorio buscou maior interação com os colaboradores da obra. “Vocês são nota 10!”, bradou ele, seguido por respostas tímidas dos operários. Milton da Conceição, 37 anos, era um dos que mostrou orgulhoso o celular com imagens da presidenta aos colegas. “Disseram que ia ter protesto, mas foi só boato mesmo. Não dá para colocar a culpa de tudo só em cima dela”, afirmou.

Protesto só em frente ao escritório Rio 2016, onde Dilma se reuniu com Paes e Pezão. Seis manifestantes esticaram cartazes contra a presidenta. Entre eles, Eron Melo, o onipresente Batman das manifestações. Participantes do grupo Revoltados ON Line, eles discutiram rapidamente com cerca de 40 militantes do PT, que levaram bandeiras e camisas com o rosto da presidenta. Os petistas soltaram rojões e usaram sinalizadores com fumaça vermelha, semelhantes aos usados em estádios de futebol.

Entrega de 1.484 imóveis na Zona Oeste

A presidenta Dilma Rousseff esteve nesta terça-feira numa das regiões mais carentes do Rio, Cosmos, na Zona Oeste, para entregar 1.484 imóveis para famílias com renda de até R$ 1,6 mil. No discurso, falou da terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida e afirmou que, em 2018, quando acabar seu governo, a previsão é que 27 milhões de brasileiros estejam no programa de casas populares.

“Vamos dar passos ousados no sentido de olhar para esse problema dos imóveis”, disse Dilma.

Cuidadora de idosos, com uma renda de R$ 1.188, Jocilene da Silveira Vicente da Silva, 46, não vê o momento de se mudar para Cosmos: “Fiquei sabendo que vou pagar, no máximo, R$ 80. Vai sobrar dinheiro para o mercado”, afirmou Jocilene.

“Registramos 300 mil famílias em situação de risco na cidade e este programa nos permitiu atender a um terço dessa demanda”, disse o prefeito Eduardo Paes.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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