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Editorial: Bicicletas: respostas e soluções

Rio – O roubo desenfreado de bicicletas é mais um crime de oportunidade que evidencia duas falhas na segurança pública fluminense: a deficiência no patrulhamento ostensivo e a prosperidade do mercado negro. Atando qualquer dessas pontas soltas, o problema desaparece. Nesse sentido, é salutar a contribuição da Câmara de Vereadores do Rio ao criar a ‘CPI da Bike’. Também é positivo o projeto da Assembleia Legislativa que tipifica, nas estatísticas do ISP, o furto e a agressão a ciclistas.

A comissão, a ser instalada na Câmara semana que vem, versará sobre segurança de quem pedala e desmonte e venda de peças de bicicletas na internet e em lojas sem notas fiscais. É a alta demanda que alimenta essa cruel roda. Os vereadores também debaterão o respeito a normas de trânsito e convivência — num louvável esforço de ajudar o poder público a criar condições para estimular o uso cada vez maior da bicicleta nos deslocamentos urbanos.

Separar da vala comum dos ‘roubos a transeunte’ os crimes a ciclistas também auxiliará ambas as polícias no combate a assaltantes, receptadores e compradores. A informação é a arma mais precisa de qualquer agente de segurança.

Cabe ao estado aprimorar suas ferramentas e seus processos para fechar o cerco contra criminosos. O maior controle de ferros-velhos e desmanche de automóveis, como reza lei federal que entrou em vigor este mês, por exemplo, será um duro golpe na indústria do roubo de carro. Esforço semelhante deve ser feito para proteger os ciclistas.

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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