'Falta espaço para crianças brincarem em SP', diz filho de Mauricio de Sousa

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O paulistano Mauro Sousa, 28, é jovem e tem grandes responsabilidades pela frente. Além de ser filho do cartunista Mauricio de Sousa e diretor da Mauricio de Sousa Ao Vivo —empresa que leva a magia da Turma da Mônica para a vida real, com espetáculos e shows da marca—, ele está à frente da reinauguração do Parque da Mônica.

O empreendimento, que funcionou por 17 anos no shopping Eldorado, retorna a São Paulo na segunda quinzena de junho. Desta vez, ficará no SP Market, mesmo local onde funcionava o Parque da Xuxa —que fechou as portas em fevereiro deste ano.

Para o empresário, mais do que devolver um espaço tão esperado pela cidade, a volta do Parque da Mônica é uma passagem de bastão. “O lado pessoal está muito envolvido.”

Mauro Sousa

sãopaulo – Pesa estar à frente de um projeto que foi dos seus pais?
Mauro Sousa O Parque da Mônica é um projeto que todos esperam e que é muito importante para a minha família. Muitas vezes, meus pais ficavam ausentes como pais porque estavam se dedicando ao parque. Eu reclamava, falava que eles trabalhavam muito, que eu não queria ser assim quando crescesse. Eu julgava meus pais. Hoje, estou igualzinho a eles. Sinto realmente essa passagem de bastão, daquilo que o Mauricio e minha mãe fizeram naquela época [anos 1990] e que agora eu estou fazendo aqui.

Você brincava no Parque da Mônica quando era pequeno?
Eu brincava e abusava. Algumas vezes o parque era fechado para receber empresas ou por outros motivos, como quando era só para receber a cantora Gloria Estefan —e eu fui. Fiquei curtindo. Quando ia para lá com os meus amigos, eu furava as filas, falava que era filho do Mauricio de Sousa, me achava. Eu era criança e tinha um parque de diversões, queria aproveitar aquilo tudo. Fiz jus a ser filho do dono.

Acha que falta espaço para as crianças brincarem em São Paulo?
Sim. Quando o Mauricio fala que busca o “quintal perdido”, é porque ele sente que as crianças estão cada vez mais presas em casa. Nossa ideia não é ser um parque tecnológico e sim um lugar em que a criançada possa ser o motor das atividades. A concorrência não são outros parques —são computadores, iPads, celulares.

O parque fechou em 2010 com dívidas. O que pretendem fazer de diferente desta vez?
No Eldorado, o parque tinha outro administrador e passou a ser nosso. Não deu certo. O nosso know-how é criar conteúdo e não administrar um parque, nem ser uma loja. Temos empresas que licenciam nossos produtos —nós só fornecemos o conteúdo Turma da Mônica. A administração tem que ser feita por um terceiro; no caso, será o grupo São Joaquim [do SP Market].

Na turminha, você é o Nimbus. Qual a sua relação com o tempo?
Quando eu tinha oito anos, morria de medo de chuva. Era trauma de uma tempestade que caiu em nosso sítio uma vez. Fiquei apavorado, qualquer nuvem escura já me dava medo. E aí, eu assistia a canais de meteorologia.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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