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Minha (ex)Casa Minha Vida

O Brasil tem um déficit habitacional estimado em 5,2 milhões de residências. Isso inclui moradores de favelas, pessoas que dividem precariamente casas com parentes e sem-tetos.

Com o envelhecimento da população, com mais gente casando e tendo filhos, o número deve saltar a 20 milhões daqui a dez anos, segundo estimativa da Fundação Getúlio Vargas.

Agora pipocam em todo o país notícias sobre atrasos nos desembolsos dos pagamentos do Minha Casa Minha Vida. A situação é mais grave no Nordeste, onde várias construtoras paralisaram suas atividades por falta de repasses da Caixa Econômica Federal.

Criado durante o governo Lula, a crise do MCMV é mais uma das heranças malditas deixadas pelo governo Dilma 1.

Até os problemas atuais, o programa era visto como uma história de sucesso, com cerca de 2,7 milhões de unidades construídas em suas versões 1 e 2. A terceira fase, sob Dilma, ainda não saiu do papel.

A Caixa também acaba de anunciar a redução do teto de financiamento para imóveis usados. Caiu de 80% do valor do imóvel para, no máximo, 50%. O crédito da Caixa é uma das principais portas de entrada para quem compra uma casa.

Com a elevação da taxa básica de juros (a Selic) e o descontrole da inflação, também está cada vez mais difícil, em qualquer faixa de preço ou renda, financiar a compra de um teto.

Os números gerais do setor mostram uma crise aguda. Entre 2013 e 2014, o setor imobiliário vendeu, em valores, cerca de 40% menos, deixando mais gente longe do sonho da casa própria.

Em termos de emprego, a construção demitiu 300 mil trabalhadores formais (de um total de 3,3 milhões) nos últimos seis meses, inaugurando a primeira retração na área em 12 anos.

A retração econômica atual é ruim para todo mundo. Mas é pior para quem ainda não tem onde morar direito. E para os que vivem de trabalho pouco qualificado, como na construção, o que é a regra no Brasil.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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