Últimas

Parque Aquático Julio Delamare deve ficar fora da Olimpíada

Publicidade

O Parque Aquático Julio Delamare provavelmente ficará fora da Olimpíada de 2016.

A estrutura, que pertence ao complexo esportivo do Maracanã e sediaria as competições preliminares de polo aquático, está fechada desde abril de 2013.

A notícia foi adiantada nesta quarta-feira (20) pelo Secretário da Casa Civil do Governo do Rio, Leonardo Espíndola, e deve ser confirmada oficialmente nesta quinta (21).

Com isso, as provas de polo aquático devem ser transferidas para o Complexo Esportivo de Deodoro ou para o Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca. As finais serão mantidas no centro que será erguido no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca.

O motivo apresentado pelo Estado é o alto custo da adequação do estádio às exigências do Comitê Olímpico Internacional, que seria pago pelo consórcio que gere Maracanã.

“Para cumprir as exigência do COI, precisaríamos praticamente fazer outra arquibancada, construir piscinas de aquecimento. As medidas são muito mais complexas e mais caras do que simplesmente remodelar o Julio Delamare para o uso da população, que é sua vocação”.

Com isso, o valor do investimento na reforma do parque cairá de cerca de R$ 60 milhões para cerca de R$ 30 milhões.

Reformado por cerca de R$ 10 milhões para os Jogos Pan-Americanos de 2007, o Júlio Delamare estava entre uma série de instalações que seriam demolidas para dar viabilidade financeira aos novos administradores do estádio.

O governo pretendia derrubar também o estádio de atletismo Célio de Barros e uma escola municipal.

Instalações olímpicas da Rio-2016

As áreas abririam espaços para a construção de estacionamentos e de um centro comercial, que seriam comandados pelos novos administradores do Maracanã.

Após muita pressão popular, o então governador do Rio, Sérgio Cabral, recuou da demolição e decretou o tombamento dos dois estádios ameaçados.

A possível exclusão do Julio Delamare da Olimpíada ocorre num contexto de renegociação entre governo e consórcio para a gestão do complexo do Maracanã, que diz que a operação é deficitária.

De acordo com Espíndola, o consórcio propôs investir R$ 90 milhões. O governo exigia R$180 milhões. Agora, reavaliou o valor para R$120 milhões e deve manter essa proposta.

“Houve um mudança no sentimento de complexo do Maracanã. Quando o governo anunciou que não haveria a demolição do Célio de Barros e Julio Delamare, a concessionária perdeu um grande potencial de rentabilidade que viria com a construção de um shopping, estacionamento, cinema, academia. O fato é que houve uma queda de expectativa de público, que era de 37 mil pessoas”, diz Espíndola.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *