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Petrobras enfrenta sexto processo nos EUA por supostas informações falsas

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Mais um grupo de investidores entrou nesta semana com uma ação contra a Petrobras na Justiça norte-americana. Agora, já são seis os processos contra a estatal no país.

A ação, protocolada na quarta-feira (20), inclui fundos de investimento nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália e Hong Kong, todos aconselhados pela gestora americana Aberdeen.

“Esta ação é resultado de um esquema massivo para desviar bilhões de dólares em propinas para executivos da Petrobras, uma companhia de óleo e gás que atuava como um pilar central da economia do Brasil”, diz o processo, que está na Corte de Nova York.

Os investidores pedem ressarcimento dos prejuízos por aplicações em ADRs (recibos de ações na Bolsa de NY) da estatal entre maio de 2010 e janeiro de 2015.

Como em outros processos contra a Petrobras, eles argumentam que a companhia violou artigos da lei que regula o mercado de capitais dos Estados Unidos, a Securities Exchange Act, ao emitir declaração falsas e enganosas ao mercado.

“A disseminação de informações falsas e enganosas e o fracasso em divulgar os fatos materiais inflaram artificialmente o preço das ações da Petrobras durante o período citado”, afirma a ação.

“Sem saber que os preços no mercado estavam inflados artificialmente, e confiando nas informações divulgadas pela Petrobras, os querelantes adquiriram ações da Petrobras. Quando a verdade veio à tona, os preços desses ativos caíram substancialmente.”

No período citado pelo processo, a ADR ordinária da Petrobras –a mais negociada no mercado americano– teve desvalorização de 80%, caindo de US$ 37,65 para US$ 7,45.

A estatal enfrenta outras quatro ações individuais em Nova York, movidos por gestoras de fundos americanas e europeias.

Além disso, há uma ação coletiva contra a empresa –resultado da união de cinco processos diferentes–, liderada pelo fundo de pensão britânico USS (Universities Superannuation Scheme).

O juiz responsável pelo processo, Jed Rakoff, marcou para 25 de junho a primeira audiência para ouvir os argumentos das partes envolvidas na ação coletiva, que deve levar anos para ser concluída.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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