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Presidente do Equador não quer filme produzido por Brad Pitt

O presidente do Equador, Rafael Correa, apoiou nesta quarta-feira, dia 13 uma campanha para desencorajar Brad Pitt a produzir um filme sobre uma suposta fraude judicial envolvendo a petroleira Chevron, condenada por danos ambientais na Amazônia, e convidou o ator a visitar a área afetada.

“Estou certo de que, quando ele conhecer toda a verdade, vai se recusar a participar desta farsa onde a Chevron é a vítima e as vítimas são os responsáveis. Então, é claro que apoiamos esta campanha”, afirmou Correa durante encontro com a imprensa internacional em Quito.

O presidente disse que o governo não está diretamente envolvido na campanha pública lançada pela página Change.org, com o objetivo de dissuadir a estrela de Hollywood. Com a hashtag #BradDoTheRightThing (“Brad, faça a coisa certa”, em inglês), esta iniciativa procura reunir apoio para evitar que Pitt, eventualmente, produza um filme baseado no livro “A Lei da Selva”, de Paul Barrett.

Em uma carta pública, organizações equatorianas salientam que a Plan B, produtora de Pitt, comprou os direitos do livro com a versão da Chevron, “supostamente com a intenção de transformá-lo em um filme”. Nem a Chevron, nem o ator ou sua produtora se pronunciaram a respeito.

Correa fez um chamado aberto para que Pitt não produza um filme com a versão da Chevron e que, ao contrário, viaje para a Amazônia equatoriana para observar os danos causados pela petrolífera norte-americana.

Rafael Correa endossa campanha na internet que quer impedir produção de filme enviesadoRafael Correa endossa campanha que quer impedir produção de filme enviesado – Rodrigo Buendia/AFP

“Fiz um convite público para que Brad Pitt visite a selva amazônica e coloque as mãos nas lagoas deixadas pela Chevron”, lembrou. Em 2013, os tribunais equatorianos condenaram a empresa a pagar 9,5 bilhões em indenização pela poluição ambiental atribuída à Texaco, comprada pela Chevron em 2001.

A Chevron acusa a sentença de fraudulenta e ilegítima e se recusa a cumprir a decisão. A ação foi ajuizada há duas décadas pelos moradores indígenas da Amazônia, que alegam graves danos à saúde e para o ambiente, devido à atividade desenvolvida pela Texaco entre 1960 e 1990.

A Chevron, que não tem ativos significativos no Equador, argumenta que a Texaco pagou indenizações justas e que o dano foi causado pela Petroecuador, com a qual sua filial operou em consórcio. Ao mesmo tempo, a empresa tenta em instâncias internacionais que o Equador seja obrigado a pagar uma indenização de US$ 9,5 bilhões.

Fonte: Band.com.br

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