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Queda de gerente cria clima de insegurança no futebol do São Paulo

A demissão de Gustavo Vieira de Oliveira do cargo de gerente executivo de futebol do São Paulo, na tarde de quarta-feira, criou um clima de insegurança ​dentro do departamento de futebol do São Paulo. A saída de Gustavo, que não aconteceu por vontade própria do executivo, soou no CT da Barra Funda como o aviso de que o presidente Carlos Miguel Aidar iniciou a reformulação que ameaçava acontecer.

Logo após a demissão de Gustavo Vieira de Oliveira, aliados do presidente afirmaram que o próximo da lista seria Júnior Chávare, gerente executivo das categorias de base do São Paulo – contratado em novembro de 2014, por Gustavo. E que o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, antes protetor, já não tem mais voz para segurar todos os cargos que conseguia.

Quem é próximo de Aidar na diretoria do São Paulo deu motivos técnicos para explicar a demissão de Gustavo. Os argumentos são que o gerente “não tinha diálogo com o elenco”, que não conseguia entender as necessidades dos jogadores e agia somente como um negociador. Gustavo sofria, porém, desde agosto de 2014, um processo de fritura dentro do clube pelas relações profissionais que manteve antes de assumir o cargo. Ele foi sócio de escritório partilhado com José Francisco Manssur e Carlos Eduardo Ambiel. O primeiro foi assessor de Juvenal Juvêncio e hoje exerce papel de liderança na oposição política. O segundo, advogado do São Paulo por muitos anos, foi sacado por Aidar.

Os mesmos que dão argumentos técnicos para a demissão de Gustavo Vieira de Oliveira não sabem explicar por quais motivos técnicos Júnior Chávare seria demitido. O executivo da base passou pelo Grêmio e, antes disso, trabalhou na Juventus, da Itália, como scout manager – analista de desempenho e performance – e é visto como um dos principais executivos de futebol de base no Brasil. Outra corrente de argumentação, ainda de aliados de Aidar, é que Chávare seria demitido por ter sido contratado por Gustavo Vieira de Oliveira.

A demissão de Gustavo e a possibilidade de saída de Chávare fazem com que hoje os funcionários do futebol do São Paulo, do departamento médico à comissão técnica, se sintam inseguros. Temem perder o emprego por ter feito parte da gestão Juvenal Juvêncio – todos que estão no CT da Barra Funda fizeram parte.

Horas depois de ser demitido, Gustavo Vieira de Oliveira falou pela última vez no CT da Barra Funda, e declarou: “Fui informado de que o futebol terá novos rumos, rumos esses dos quais eu não me vejo parte. São valores pessoais que preservo, carrego comigo, e que serão mantidos em sigilo”.

Ainda na movimentação do departamento de futebol, uma figura antes tida como alvo hoje está mais protegida: Milton Cruz. O coordenador técnico ganhou a confiança do presidente no período de quase dois meses em que esteve como treinador interino, com sete vitórias e três derrotas em três jogos. Segundo aliados de Aidar, a ideia do presidente é oferecer a Milton um cargo de gerência em Cotia, posição hoje ocupada por Chávare.

Gustavo Vieira de Oliveira, agora fora do São Paulo, pretende continuar trabalhando como executivo de futebol e poderá exercer a função em outro clube em breve. Para seu lugar no São Paulo, o favorito de Aidar é José Eduardo Chimello, que trabalhou com o presidente no Morumbi em sua gestão anterior, entre 1984 e 1988. Chimello está atualmente empregado como gerente de futebol do Ituano. 

Fonte: Bol.com.br

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