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Rede Nacional de monitoramento do Chile reduz alerta de vulcão Calbuco

Santiago – O Chile reduziu o alerta do vulcão Calbuco (sul) de vermelho para laranja, devido à queda em sua atividade, após 28 dias de erupção, e diminuiu de 20 para 10 quilômetros a zona de exclusão decretada após o início da emergência.

“O Serviço Nacional de Geologia e Mineração (Sernageomin), gerido pela Rede Nacional de monitoramento de vulcões do Chile, declarou alerta técnico laranja para o vulcão Calbuco, devido ao declínio da atividade eruptiva iniciada em 22 de abril do ano passado”, informou o órgão um comunicado publicado nesta terça-feira no site do Sernageomin.

Enquanto é observada uma tendência de queda na energia sísmica, na coluna de cinzas e nas explosões superficiais, estas “vão continuar, mas com impacto limitado e manterão um grau adequado de instabilidade deste novo nível”, disse Rodrigo Alvares, diretor nacional do Sernageomin.

O vulcão, de 2.300 metros de altura localizado na região de Los Lagos (cerca de 1.300 km ao sul de Santiago), fez uma erupção surpresa que causou medo nas pitorescas cidades vizinhas, obrigando o governo do Chile a declarar alerta vermelho com raio de exclusão de 20 quilômetros ao redor do maciço.

A primeira erupção foi seguida por uma segunda – particularmente espetacular pelas línguas de material incandescente – e outras duas menos intensa que, no total, causaram danos aos vilarejos próximos por conta da enorme chuva de cinzas, deixando milhares de desabrigados.”Com o alerta laranja, a zona de perigo é reduzida para 10 quilômetros em torno da cratera (estava em 20)”, acrescentou o Sernageomin.

Enquanto isso, o Calbuco, que começou a operar com duas crateras, agora tem oito. A principal cratera é agora maior e as outras sete menores, explicou a agência estatal.

A erupção também mudou leitos de rios e deixou grandes depósitos de cinzas, areia e seixos, caídos da coluna do vulcão. A Argentina, para onde a fumaça do Calbuco também se deslocou, também estava em alerta.

A cidade turística de Ensenada foi a mais atingida, de onde seus 1.500 habitantes foram evacuados, enquanto muitas casas e resorts desmoronaram. A atenção das autoridades agora estão se concentrando sobre as chuvas que poderiam provocar deslizamentos do vulcão.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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