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Com apenas 27 m², casa em contêiner é exemplo na hora de ganhar espaço

São Paulo – Morar em ambientes pequenos não significa comprometer a qualidade de vida. Foi o que os profissionais da marca Meu Móvel de Madeira provaram ao transformar um contêiner de 27 m² em uma confortável casa – com sala, quarto, banheiro, cozinha e área de serviço – no projeto batizado MMM 404.


A peça-chave da sala é o sofá. O truque para que o móvel de grande dimensão ficasse harmônico com o espaço pequeno foi dosar na quantidade de outros objetos

Foto:  Divulgação

Em exposição na Bienal Brasileira de Design de 2015, em Florianópolis, a casa-contêiner partiu de um desafio. “Quando vimos o contêiner pela primeira vez, tão escuro e compacto, nos assustamos. Mas, ao ver cômodos tão bem divididos, não tivemos dúvidas de que é super possível morar bem em lugares pequenos”, afirma Tamara Younes, designer responsável pela decoração da sala e da cozinha.

O primeiro passo para a concretização do projeto foi a realização do planejamento: decidir quais seriam os cômodos e as metragens que cada um teria. A partir disso foram buscadas soluções que otimizassem o espaço. Conheça abaixo as cinco principais linhas usadas e replique em sua casa.


A colcha e o encosto de cama são os elementos que ajudam a colocar cor dentro do quarto

Foto:  Divulgação

Valorizar a iluminação natural –
A iluminação foi um dos primeiros elementos a ser pensado uma vez que espaços escuros dão sensação de “aperto”, enquanto a abundância principalmente de luz natural traz o sentimento oposto. Para isso, foram criadas entradas de luz nas paredes e no teto. O quarto de casal recebeu uma grande janela que aproveitasse ao máximo a claridade do dia. “A iluminação natural ajuda até nas finanças, impedindo que você pague por uma energia desnecessária”, aponta Anderson Tandler, responsável pelo planejamento e divisão dos espaços do projeto.

Explorar as paredes –
Outra dica é aproveitar o espaço aéreo da casa. Essa medida possibilita não somente ampliar as possibilidades de armazenamento de objetos, como também ajuda a liberar a área de circulação, uma vez que menos mobília ocupará a área de passagem no chão. Na lavanderia de 2,5 m², por exemplo, o armário foi substituído por ganchos para pendurar vassoura, pá e tábua de passar roupa na própria parede. Estantes recebiam os produtos menores. A máquina de lavar e um cesto de roupas foram os únicos itens instalados no chão.


O banheiro recebeu iluminação em pontos específicos, como as lâmpadas próximas ao espelho, para aumentar a visibilidade no ambiente

Foto:  Divulgação

Utilizar móveis multifuncionais –
Móveis com mais de uma função otimizam o espaço e permitem a redução da quantidade de mobília. Ter um sofá-cama, uma estante que possa ser usada como escrivinha e uma adega que também faz as vezes de revisteiro foram algumas das soluções encontradas pela equipe e que podem facilmente ser reproduzidas.

Abusar das cores neutras –
Partir de uma base neutra traz unidade ao todo e aumenta a sensação de continuidade. O que não impede de levar toques de cor à casa. A dica de Tamara Younes é eleger uma única peça-chave, colorida, para fazer o contraponto. No caso do contêiner, toda a decoração foi pensada a partir do sofá estampado. Os outros móveis seguiram a tonalidade neutra para dar destaque à peça principal. Um ou outro ponto de cor foram distribuídos pelos demais ambientes.


A cozinha neutra recebeu detalhes coloridos, como a geladeira e quadros amarelos, para trazer alegria ao ambiente

Foto:  Divulgação

Menos é mais –
O mais importante, de acordo com os criadores da casa-contêiner, é diminuir a mobília e os objetos de decoração ao máximo, selecionando apenas o que é fundamental para o dia a dia. É preciso focar. “É melhor investir em objetos de decoração que agreguem do que em um monte de coisinha que só poluam o ambiente”, afirma Tamara, que ganha o apoio de Anderson: “É melhor ter qualidade que quantidade”.

As informações são de Chames Oliveira

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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