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EUA e Cuba anunciarão amanhã acordo para abertura de embaixadas

(Atualiza com novos dados sobre o anúncio e com reações).

Washington, 30 jun (EFE).- Estados Unidos e Cuba anunciarão amanhã que chegaram a um acordo para restabelecer suas relações diplomáticas e abrir embaixadas em suas respectivas capitais, depois de mais de seis meses de negociações, anteciparam nesta terça-feira fontes da Casa Branca.

O presidente dos EUA, Barack Obama, e o secretário de Estado americano, John Kerry, falarão sobre o anúncio “amanhã de manhã”, segundo disse a jornalistas um funcionário da Casa Branca, que pediu anonimato.

“Anunciaremos formalmente amanhã que os Estados Unidos e Cuba chegaram a um acordo para restabelecer suas relações diplomáticas formais e abrir embaixadas nas respectivas capitais”, reforçou o funcionário.

Horas depois, a Casa Branca publicou a agenda oficial de Obama, na qual se revelou que o anúncio sobre Cuba será às 11h (hora local, 12h de Brasília) no jardim da residência presidencial, em um ato aberto à imprensa no qual também estará presente o vice-presidente, Joseph Biden.

A oficialização acontecerá mais de seis meses depois que Obama e o presidente de Cuba, Raúl Castro, surpreenderam o mundo com seu histórico anúncio, no último dia 17 de dezembro, de que iniciariam um processo para restabelecer as relações diplomáticas, rompidas em 1961.

Desde então houve quatro rodadas formais de negociação, duas em Havana e duas em Washington, para concretizar a abertura das embaixadas nas respectivas capitais, que serão instaladas nos edifícios agora ocupados pelas seções de interesses de ambos países.

A abertura de embaixadas encerrará a fase do restabelecimento das relações diplomáticas, mas não a total normalização, já que para isso é necessário, segundo Havana, a suspensão do embargo econômico imposto à ilha em 1962 e a devolução dos terrenos ocupados pela Base Naval de Guantánamo, dois assuntos de difícil resolução.

A última rodada de negociação, realizada em maio em Washington, terminou com a mensagem de que a abertura das sedes diplomáticas estava próxima, uma ideia reforçada no dia 29 desse mês, quando se oficializou a saída de Cuba da lista de países patrocinadores do terrorismo elaborada pelo Departamento de Estado dos EUA.

O funcionário da Casa Branca não detalhou hoje se já há uma data para a reabertura das embaixadas, uma cerimônia para a qual é provável que Kerry visite Havana.

Essa viagem, a primeira de um representante americano dessa categoria em mais de meio século, poderia não ser tão iminente, dado que o chefe da diplomacia dos EUA se encontra em Viena para as negociações nucleares com o Irã e o prazo para alcançar um acordo foi adiado hoje para o dia 7 de julho.

Logo após saber do anúncio, a congressista republicana pela Flórida, Ileana Ros-Lehtinen, uma das mais beligerantes sobre esta questão, assegurou que a reabertura de embaixadas “não leva nenhum benefício ao povo cubano e é apenas outra tentativa trivial do presidente Obama para conseguir um legado”.

“Não havia dúvida que a administração Obama buscaria cumprir sua meta de abrir uma embaixada em Cuba, apesar da triste realidade na ilha”, comentou Ros-Lehtinen, que considerou um “fracasso” do Departamento de Estado “não condenar o aumento da repressão” na ilha.

Fonte: Bol.com.br

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