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Festival Afreaka traz continente africano para o centro de SP

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A Biblioteca Mário de Andrade, no centro de São Paulo, recebe, a partir desta terça-feira (9), o festival Afreaka, com workshops, exposições de fotografia e sessões de cinema sobre arte e tecnologia no continente africano.

Patrocinado pela Secretaria Municipal de Cultura, o festival custou R$ 200 mil e é parte das ações do coletivo homônimo de mídia independente, criado pela jornalista Flora Pereira e pelo designer Natan de Aquino em 2012.

“A gente é muito mais africano do que pensa. Não é só uma questão de cor de pele, a nossa cultura é muito mais africana do que europeia”, defende Flora.

Festival Afreaka

Os dois viajaram duas vezes para o continente, percorrendo 16 países, como Namíbia, África do Sul, Zâmbia e Senegal. “Fomos atrás de histórias que quebrassem o estereótipo que os brasileiros têm da África.”

De volta a São Paulo, em 2014, a dupla começou a organizar a vinda de artistas e empreendedores que conheceram durante as andanças.

A rede de contatos estabelecida nas viagens, segundo Flora, explica a programação eclética do festival, que mistura artistas e empreendedores, africanos e brasileiros.

De Lagos, na Nigéria, por exemplo, vem Bosun Tijani, CEO do CC Hub, primeiro laboratório colaborativo de tecnologia do país. Ele dará, na quarta (10), um workshop sobre inovação digital.

No sábado (13) e no domingo (14), o grafiteiro senegalês Docta fará, junto com o brasileiro Alexandre Keto, painéis que serão expostos na área externa da hemeroteca da Mário de Andrade.

A artista plástica Surama Caggiano e a coreógrafa Raquel Trindade, ambas brasileiras, também participarão do festival, que vai até 27 de junho e é gratuito –basta chegar uma hora antes para retirar senhas para as palestras, debates, sessões de cinema e performances.

Música, dança e teatro estão fora da programação, mas devem ser incluídos na próxima edição do evento, que o coletivo pretende realizar anualmente. “Queremos que se torne parte do calendário da cidade,” diz Flora.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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