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Indícios de envolvimento do Bope reabrem investigação do caso Amarildo

Momento em que policiais do Bope deixam a UPP. Foto: TV Globo/Reprodução
Momento em que policiais do Bope deixam a UPP. Foto: TV Globo/Reprodução

A suspeita de que 10 homens da Tropa de Elite da Polícia Militar estariam envolvidos na morte do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, no dia 14 de julho de 2013, fizeram o Ministério Público do Rio de Janeiro reabrir as investigações do caso. As informações são do Jornal Nacional.

Novas imagens de câmeras de vigilância situadas na única rua que dá acesso à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha mostram quatro caminhonetes do Bope chegando à unidade cinco horas após Amarildo ter sido levado para as instalações. Ao analisar as imagens, peritos notaram que um dos veículos carregava um volume na caçamba no momento em que estava deixando o local. O mesmo automóvel estava com o sistema de localização inoperante. 

Alguns metros adiante, em outro ponto de vigilância, duas caminhonetes pararam, os policiais que estavam em pé na parte traseira dos veículos desceram, e os motoristas seguiram o trajeto. Antes de passar por outra câmera, eles fizeram uma parada de dois minutos em um ponto cego. O MP quer descobrir o que ocorreu durante este intervalo de tempo, e porque o Bope esteve na UPP naquela noite.

Entenda o caso

Amarildo desapareceu após ser levado para a UPP, no Rio de Janeiro. Segundo o MP, ele foi executado e teve o corpo ocultado. A denúncia contra 25 policiais, por tortura seguida de morte, foi encaminhada à Justiça em outubro do mesmo ano. Entre os denunciados, o ex-comandante da UPP Major Edson Santos, quatro PMs que teriam participado diretamente da violência, 12 que ficaram de vigia e oito que estavam dentro dos contêineres da unidade e não fizeram nada para impedir o crime. Destes, 16 também respondem por ocultação de cadáver. Até hoje o corpo de Amarildo não foi encontrado.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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