Últimas

Marília Arraes, a noiva da vez para a oposição

De rejeitada no ninho tucano, após romper politicamente com o ex-governador Eduardo Campos, a vereadora do Recife Marília Arraes (PSB) está se tornando numa espécie de “noiva cobiçada” entre os partidos de oposição para a eleição de 2016. O novo voo político da socialista poder acontecer na disputa proporcional para renovação de seu mandato ou num projeto mais ousado, com seu nome sendo lançado para eleição majoritária.

Seja como candidata a vice ou mesmo à Prefeitura do Recife, a vereadora pode se tornar uma peça estratégica para as legendas oposicionistas no sentido de se contrapor ao projeto de reeleição do prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). Legendas como o PSol, PDT, PT e PTB estão na fase de “paquera” com a vereadora, mas Marília avisou que só decidirá seu destino político no segundo semestre deste ano. “O PSB deixou claro que não tem interesse que eu fique na legenda. Vou ter que sair. Por outro lado, tenho boa relação com as pessoas dos partidos de oposição. Por enquanto, são conversas informais. Vou esperar para ver o que vai acontecer nos próximos meses. Decido entre agosto ou setembro”, prometeu.

O destino político de Marília para 2016 não passa necessariamente pela disputa proporcional. Se até lá a oposição avaliar que a melhor estratégia para enfrentar a máquina do PSB é o lançamento de múltiplas candidaturas, o nome de Marília cai como uma luva. “A candidatura dela reforça a imagem de Arraes e do papel de esquerda, mostrando que quem mudou de rota, dando uma guinada à direita por causa da fusão com o PPS, foi o PSB, e não ela”, comentou, em reserva, um político de oposição.

Projeto
A vereadora avisou que vai reforçar o projeto do partido a que se filiar. “Não se pode entrar numa disputa só com ambição pessoal ou projeto pessoal. Temos que ver o que partido ou o conjunto de partidos de oposição está pensando para discutirmos a melhor opção”, comentou, deixando uma porta aberta para figurar na disputa majoritária no próximo ano.

Na prática, o processo de fusão do PSB com o PPS pode favorecer a migração de Marília para outra legenda sem o receio de punição por infidelidade partidária. “Não tem tem sentido a fusão com o PPS. Isso só corrobora com tudo o que venho dizendo sobre o PSB. O partido perdeu seu rumo e rasgou sua história. O PSB é de quem manda, e em Pernambuco não tem militância, só caciques. O partido tem se posicionado contra a fusão, mas são argumentos pragmáticos”, criticou.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *