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Mercado de maquetes encolhe com freada chinesa

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Depois de uma década de prosperidade, os criadores de maquetes de prédios na China finalmente estão reduzindo suas ambições.

A China experimentou a mais rápida urbanização da história da humanidade –ela teria usado mais cimento de 2011 a 2013 do que os EUA em todo o século 20.

Foi um período em que os preços das residências triplicaram e em que muitos compradores adquiriram seus apartamentos antes mesmo do início das obras.

Nessa mesma época, as incorporadoras contrataram um exército de artesãos para fazer modelos extremamente detalhados das casas que seriam expostos em seus showrooms, gerando um frenesi semelhante no mundo da construção de pequena escala.

“As construtoras usaram as maquetes como um meio de resolver suas dificuldades de financiamento”, afirma Zhu Guozhong, economista da Universidade de Pequim. “Essas empresas podiam vender uma casa mostrando somente a maquete.”

Agora, porém, a demanda por residências esfriou, assim como pela sua versão reduzida. “Nós estamos fazendo muito menos maquetes que cinco anos atrás”, diz o artesão Wang Gang.

O excesso de construção e medidas de controle do controle para impedir uma bolha imobiliária deram uma freada no setor no país.

Os preços das casas caíram em 10 dos últimos 12 meses, deixando as incorporadoras com uma série de casas vazias ou paradas no meio da construção, além de vários novos projetos parados.

Para alguns dos criadores de maquetes, a saída pode estar no exterior. “Fazemos uma série de modelos para Dubai, porque a demanda lá é forte. Nossas próximas metas são o Brasil e o Sudeste Asiático”, diz Wen Jun.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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