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Não há ilegalidade em empréstimos do BNDES à Odebrecht, afirma executivo

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O presidente do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, afirmou nesta segunda-feira (15) que não há nada de errado nos empréstimos que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) concedeu para a empresa em obras realizadas em Cuba e em Angola.

“Eu já era um crítico quando se colocou sob sigilo a questão da Angola e Cuba. Não tem nada a temer, não há nada ilegal e imoral, muito pelo contrário”, afirmou o executivo, de acordo com o jornal “Valor”.

Ele participou de um evento realizado pelo periódico.

Neste mês, o BNDES passou a divulgar em seu site na internet novas informações sobre os contratos de financiamento do banco para investimentos no país e também para exportação de serviços. Os dados incluem os juros, os prazos dos contratos e o CNPJ da empresa contratante, além do tipo de garantia oferecida.

Foram disponibilizados os resumos de todos os contratos de engenharia no exterior fechados pelo banco entre 2007 e 20015, no valor total de US$ 11,9 bilhões. Na lista está o polêmico contrato com a Odebrecht para a construção do porto de Mariel, em Cuba, além de acordos com Angola.

O empréstimo cubano teve o prazo mais longo entre as obras financiadas fora do país -a maioria perto de 15 anos. As taxas de juros dos cinco empréstimos disponíveis no site do BNDES, que totalizaram US$ 682 milhões (R$ 2,1 bilhões), variam entre 4,44% e 6,91% ao ano.

No evento desta segunda, o presidente da Odebrecht afirmou estar irritado porque a empresa está “na linha de fogo do embate político” mesmo gerando empregos, e disse a questão dos subsídios do banco de fomento a obras no exterior é “muito manipulada”.

“É tudo tão manipulado que o principal país que mais recebeu subsídio foram os EUA, mas se colocou Angola e Cuba”, disse, ainda de acordo com o “Valor”.

O executivo ainda comentou a tentativa de blindagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Ministério das Relações Exteriores. Conforme revelado pelo jornal “O Globo” na sexta (12), o diretor do Departamento de Comunicações e Documentação do Itamaraty, ministro João Pedro Corrêa Costa, emitiu ordem para que documentos da pasta classificados como “reservados” entre 2003 e 2010, e que citam a Odebrecht, fossem reclassificados para “secretos”.

A sugestão, uma tentativa de impedir a divulgação de documentos sobre as relações entre a Odebrecht e Lula, não foi acatada –o ministério acabou liberando os papéis após a divulgação do caso.

Para Odebrecht, há um “escrutínio tão grande” em torno do assunto “que até os diplomatas têm medo de atuar”. Ele afirmou ainda que não há nada de errado em ex-presidentes como Lula e Fernando Henrique Cardoso darem palestras no exterior.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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