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'Não podemos prejulgar", diz ministro sobre ação contra primeira-dama de MG

Belo Horizonte – A nota enviada anteriormente contém uma incorreção no título. O ministro Cardozo se refere à primeira-dama de MG. Segue o texto com título corrigido:

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta-feira, 10, que a primeira-dama de Minas, Carolina Oliveira, não pode ser prejulgada por ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga esquema de desvio de recursos e lavagem de dinheiro. Em entrevista no Palácio da Liberdade, após encontro com o governador Fernando Pimentel (PT), seu companheiro de partido, ele citou ainda a possibilidade de “erro” nas investigações.

Questionado sobre o envolvimento de Carolina no caso, Cardozo reagiu: “Temos o terrível hábito, às vezes, de condenar, execrar, quando está em curso apenas uma investigação. Investigação é aquilo que se faz quando não se tem prova definida para a culpabilidade”.

O ministro disse ainda que, em caso de erro na investigação da PF, órgão subordinado ao Ministério da Justiça, eles serão corrigidos com o exercício do direito de defesa. Ele não quis, contudo, tratar do mérito das suspeitas sobre Carolina. “Se houver algum equívoco em qualquer operação da PF, seguramente se esclarecerá e a justiça será feita. Por isso que nós jamais podemos prejulgar nada”, reiterou Cardozo.

Carolina foi alvo da Operação Acrônimo, desencadeada no último dia 29 de maio. A Polícia Federal fez buscas num apartamento alugado por ela em Brasília. Conforme as investigações, a primeira-dama é dona da Oli Comunicação e Imagens, empresa que seria “fantasma” e teria sido usada para movimentação financeira indevida pelo grupo do empresário Benedito Rodrigues, o Bené, dono da Gráfica Brasil e diversas outras empresas. O empresário foi um dos principais fornecedores da campanha de Pimentel.

A PF concluiu que a Oli é de fachada ao visitar o endereço da empresa, em Brasília. No local, funcionaria a PP&P Participações, uma das firmas de Bené, que seria usada no esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Segundo os investigadores, não foi encontrada qualquer evidência de que a Oli existisse, de fato.

Pimentel alega que a mulher é vítima de um equívoco da Polícia Federal. A defesa de Carolina argumenta que Oli funcionou no endereço em Brasília até meados do ano passado e, só depois disso, a outra empresa se instalou.

Ao falar de equívoco nesta quarta, Cardozo repetiu uma possibilidade levantada por Pimentel. A visita a BH integra um esforço do governo federal para dar apoio político ao governador Pimental num momento de vulnerabilidade. Além de Cardozo, que anunciou investimentos em Minas, passou pelo Palácio da Liberdade nesta quarta-feira o ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi. “Ele (Pimentel) é uma pessoa acima de tudo isso”, afirmou Occhi, ao ser questionado sobre a revoada de ministros a BH.

Desde a operação, Pimentel tem se esquivado de perguntas da imprensa. Nesta quarta, deu as costas aos jornalistas e saiu antes de as coletivas com os ministros se encerrarem.

Fonte: Bol.com.br

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