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Obras do Louvre serão realocadas em Lens

Cerca de 230 mil obras do Museu do Louvre, em Paris, que não estão expostas serão transportadas até 2018 para os depósitos da sua sub-sede, localizada na cidade de Lens, norte da França.

A medida tem como objetivo salvar as peças, de imenso valor cultural, histórico e monetário, das péssimas condições de conservação e das possibilidades de alagamento dos porões do museu parisiense. “As condições não são boas”, afirmou presidente do centro cultural, Jean-Luc Martinez, cujo ambicioso projeto é apoiado pelo presidente do país europeu, François Hollande. Já a ministra da Cultura e da Comunicação francesa, Fleur Pellerin, disse que a iniciativa é “urgente e necessária”.

Essa é uma decisão sem precedentes, mas “lógica”, segundo Martinez. O Louvre é o único museu às margens do rio Sena que não tem capacidade de salvar obras a tempo em caso de um alagamento forte e repentino. Dos cerca de 14,2 mil metros quadrados de depósitos, mais da metade está em uma área que pode ser inundada.

Alguns dos fatos que sustentam a ideia da realocação dos quadros e esculturas são simulações que mostram que, se o edifício ficasse alagado, seriam necessárias no mínimo 72 horas para retirar todos os objetos. Além disso, quando alertas de enchentes são registrados, as peças são transportadas para salas de exposição do museu que ficam fechadas para o público.

No entanto, algumas pessoas são contrárias à mudança de local dessas obras. Colecionadores, investidores e até funcionários acreditam que “as [peças] reservas são parte das coleções e são indissociáveis dos departamentos aos quais estão ligadas”, por isso, se elas forem separadas, “não poderão mais serem feitas investigações”.

As aspas são de um grupo que realizou uma petição na internet para impedir o deslocamento das obras, que já conta com três mil assinaturas, entre elas as de 42 curadores do museu. No entanto, o diretor do Louvre assegurou que a região de Lens não oferecerá apenas “depósitos climatizados”, mas também centros de “investigação científica”. Martinez ainda criticou as pessoas que “preferem apertar o botão do elevador do Louvre a pegar um trem”, mesmo com a possibilidade de colocar em perigo coleções preciosas.

Fonte: Band.com.br

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