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Orange lamenta controvérsia com Israel e permanecerá no país

“A Orange está em Israel para ficar”, declarou à AFP Stéphane Richard, presidente da operadora de telefonia Orange, voltando a negar uma saída do grupo deste país, após uma forte polêmica durante a semana.

Richard disse “lamentar sinceramente” a “controvérsia” provocada por suas declarações de quarta-feira no Cairo, quando afirmou que desejava encerrar “o mais rápido possível contratualmente” a licença da marca, que liga a Orange à empresa israelense Partner.

A percepção em Israel de que o grupo pretendia abandonar o país provocou uma polêmica tão grande que os ministros das Relações Exteriores da França e de Israel se pronunciaram a respeito.

Por isto, neste sábado Richard reafirmou que a Orange “não apoia nenhuma forma de boicote, nem em Israel, nem em nenhum outro lugar do mundo”.

“Nossa decisão sobre a utilização de nossa marca está motivada – como no resto do mundo – apenas por nossa estratégia de marca”, afirma o presidente da Orange em um texto enviado à AFP.

“Ao fim de nossas discussões com a Partner, introduzimos uma emenda em abril para apresentar uma data limite à licença”.

“Esta é válida até 31 de março de 2025”, recordou.

Israel é o único país no qual a operadora está presente sem explorar a própria marca, em virtude de um acordo de licença assinado pelo grupo britânico Orange com a israelense Partner, antes da Orange ser comprada pela France Télécoms no ano 2000. A France Télécoms assumiu o nome Orange em 2013.

Diante das acusações de que o grupo francês teria decidido abandonar Israel em apoio a uma campanha internacional de boicote ao Estado hebreu para acabar com a ocupação dos territórios palestinos, Stéphane Richard disse que pretendia expressar “muito claramente que o grupo Orange está em Israel para ficar”, com suas duas filiais: Orange Business Services, para empresas, e Viaccess-Orca, especializada em IPTV, (Televisão por Protocolo de Internet), um sistema de distribuição por assinatura de televisão ou vídeo por banda larga.

“Lamento sinceramente a confusão e a controvérsia”, disse.

“O que tentamos fazer é melhorar a nossa situação legal neste assunto”, disse Richard quando ainda estava no Cairo.

A Partner “tinha muitos direitos sobre a marca e nós não tínhamos capacidade de ação”, explicou na ocasião.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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