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Paulista é reaberta para carros após inauguração da ciclcovia

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A avenida Paulista foi reaberta para o fluxo veículos nos dois sentidos por volta das 17h deste domingo (28) após permanecer fechada desde a manhã para a inauguração da ciclovia.

A cerimônia de abertura não causou incidentes graves nem grandes congestionamentos na região. Segundo a PM, contudo, duas pessoas foram presas em flagrante com quatro bicicletas furtadas, por volta das 13h. Os infratores, que também carregavam alicates para quebrar cadeados, foram encaminhados para uma delegacia da região.

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Em clima de festa, a inauguração atraiu milhares de pessoas ao local, teve a apresentação de músicos e a presença do prefeito Fernando Haddad, que chegou de bicicleta e fez trajeto da ciclovia, mas acabou vaiado por um grupo de pessoas.

“Isso aqui não é uma política partidária, é uma política que deveria ser abraçada por todos os partidos”, disse o prefeito, sob gritos de “Petrolão” -em referência ao esquema de corrupção envolvendo a Petrobras.

O prefeito atribuiu o protesto a “infiltrados”, mas disse que respeita a manifestação. Os gritos contra o prefeito vieram de dentro do Hospital Santa Catarina. Cicloativistas rebateram em apoio ao prefeito.

Integrantes do Movimento Brasil Livre, que protestaram contra o PT, com faixas, precisaram ser retirados pela PM após discutirem com ciclistas e outras pessoas que passavam pelo local.

A confusão começou quando os integrantes grupo começaram a gritar “Fora PT” durante o discurso comemorativo de David Santos Souza, 23, que perdeu o braço após ser atropelado na própria Paulista, quando pedalava pelo local, em 2013.

CICLOVIA NA AVENIDA PAULISTA

Com 2,7 km, a ciclovia da avenida Paulista, na região central de São Paulo, se estende da praça Oswaldo Cruz (Paraíso) à Consolação. Com isso, a gestão Fernando Haddad (PT) atinge a marca de 334,9 km de vias exclusivas para bicicletas em toda a capital paulista.

Na altura da rua Haddock Lobo, já no final da via, com o término do canteiro central, ela continua na faixa da esquerda até a rua da Consolação e segue à direita entre a Consolação e a avenida Angélica.

Se os ciclistas comemoram porque vão trafegar com mais conforto e segurança pelo tapete vermelho, há temor de que falte espaço para acomodar os mais de 1,5 milhão de pedestres que circulam diariamente pela avenida.

A questão divide a opinião de especialistas em engenharia de tráfego. Alguns afirmam que o desenho da pista causa risco de o pedestre ser “espremido” no canteiro central da Paulista se houver trânsito intenso de bicicletas. Outros dizem que a programação dos semáforos da avenida dá ao pedestre tempo suficiente para atravessar e o espaço das “ilhas” criadas no canteiro central será suficiente para acomodar a todos.

A inauguração da ciclovia é vista também como um teste para o projeto de fechar a via para automóveis todos os domingos.

O plano, ainda em estudo, seria transformar o principal cartão postal de São Paulo numa espécie de praça a céu aberto, onde usuários de bicicletas, skates, patins e pedestres iriam se misturar aos artistas de rua que se apresentam por ali.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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