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Personagens desconhecem histórias contadas pela ditadura

A ditadura foi implacável com o ex-governador Miguel Arraes, já falecido. Adidos do SNI vigiavam os passos do socialista no exílio. Foto: Teresa Maia/DP/D.A. Press/Arquivo
A ditadura foi implacável com o ex-governador Miguel Arraes, já falecido. Adidos do SNI vigiavam os passos do socialista no exílio. Foto: Teresa Maia/DP/D.A. Press/Arquivo

O filho mais velho do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes, o sociólogo José Almino Arraes, ex-presidente da Fundação Casa de Ruy Barbosa, do Rio de Janeiro, questiona o momento “histórico” vivido pelo país para negar a possibilidade do pai, e sua proposta ao ex-presidente João Goulart, em criar um movimento de resistência a partir da Guiana, país vizinho.

“Em 1976, eu estava em Chicago, embora, no mês de setembro pudesse estar em Paris. Não sei se houve o encontro, mas a data vivia-se o período do Frente Nacional de Informação, com toda gente da luta armada desmobilizada, torna absurda a ideia de que papai  pudesse ter qualquer veleidade guianense”, relatou.

De acordo com ele, uma das formas de confirmar o encontro é o acesso a agenda da família do ex-presidente João Goulart na Europa. “João Dória fora exilado, em 1964, em Paris. Voltara para o Brasil, logo a seguir. Silvio Rolim, não conheço, mas isso não quer dizer nada. No entanto, haveria gente bem mais próxima dos dois para fazer o contato. Tudo isso é especulação, mas a ideia da Guiana é ridícula. Papo de informante que quer se valorizar”, comentou.

 

O ex-governador e deputado federal Jarbas Vasconcelos negou a informação do SNI por iniciar, supostamente, uma campanha contra os órgãos de segurança, isso com o apoio do ex-senador de Pernambuco Marcos Freire e com financiamento do empresário José Ermírio de Moraes, fundador do Grupo Votorantim. Jarbas afirma que os militares “viam chifres em cabeça de cavalo” e que o documento citado foi mais um dos chifres.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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