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Procurador diz que piloto alemão procurou médicos antes de acidente

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Um procurador francês disse nesta sexta-feira (5) que o piloto de avião Andreas Lubitz procurou diversos médicos antes do acidente com o Gemanwings nos alpes franceses.

Lubitz, que sofria de depressão, é acusado de ter derrubado o avião, matando as 150 pessoas a bordo do vôo 9525.

Queda do voo 9525 na França

Brice Robin, um procurador de Marselha que cuida do caso, disse que não ia comentar os sintomas do piloto. Ele afirmou, porém, disse que recebeu informação de fontes estrangeiras e vai investigar as informações.

Ele vai se encontrar na próxima semana com parentes da vítimas em Paris.

Nessa reunião a portas fechadas que acontecerá dia 11, Robin vai discutir a investigação e esforços para reduzir o atraso na entrega dos restos mortais. Os corpos ainda estão em Marselha, o que irritou alguma das famílias.

Os investigadores acusam Lubitz, que era copiloto, de ter derrubado propositadamente o avião depois de ter trancado o comandante para fora da cabine. Os promotores alemães disseram que ele procurou métodos suícidas na internet na semana anterior ao acidente.

Na noite de quinta (4), Robin disse que Lubitz procurou uma dúzia de médicos antes do adidente. Isso poderia indicar que o piloto procurava por ajuda.

DEMORA

Familiares das vítimas do avião enviaram uma carta de descontentamento à Lufthansa (controladora da Germanwings) pelo atraso na repatriação dos corpos, comunicou o advogado do grupo nesta sexta.

Os corpos deveriam ser repatriados entre os dias 9 e 10 de junho, mas a Lufthansa já avisou que vai atrasar, disse Elmar Giemulla, advogado de vítimas.

“A raiva e o desespero aumentam”, escreveram famílias de 16 adolescentes de Haltern (Alemanha) que voltavam de um intercâmbio na Espanha. O funeral dos estudantes estava previsto para o dia 12 de junho.

No entanto, a Lufthansa informou nesta semana que “novos requisitos administrativos” representaram um atraso temporário na repatriação dos restos das vítimas, segundo as famílias.

O promotor Robin disse que no momento ele vai “priorizar a família das vítimas”.

Segundo ele, é preciso respeitar as regras dos países natais da vítimas, –são 19 nacionalidades– o que é um processo complexo.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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