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Rainha Elizabeth pode ter que se mudar do palácio, que precisa de reforma



25/06/2015 – 13h41



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A rainha Elizabeth 2ª da Inglaterra pode ter que se mudar do Palácio de Buckingham para permitir a realização de obras cada vez mais necessárias, incluindo a retirada de amianto e a substituição das caldeiras, informaram funcionários da Casa Real nesta quarta-feira (24).

“Uma opção é que o palácio seja desocupado”, declarou uma fonte real, estimando o custo da reforma do palácio em 150 milhões de libras (R$ 733 milhões).

“Estamos recebendo especialistas para avaliar estas opções”, disse a mesma fonte, acrescentando que a presença contínua da família real depende do fato de se as obras serão feitas em etapas ou de uma vez.

Rainha Elizabeth 2ª

A notícia coincide com a publicação, pelo tesoureiro da rainha, Alan Reid, das contas anuais da família real, que estimam que o custo para o erário público da monarquia britânica será neste ano de £ 35,7 milhões, o mesmo que no ano passado.

“Nos próximos dois anos, a manutenção de edifícios e, em particular, do palácio de Buckingham, será um desafio financeiro significativo”, disse Reid.

O ex-secretário de imprensa real Dickie Arbiter disse à BBC que a reforma do palácio é uma tarefa gigantesca.

“Há pedaços do edifício que seguem caindo, alvenaria. As caldeiras não são trocadas há 60 anos, o que significa que os custos de energia dispararam”, disse. “Além disso, ainda há uma boa parte de amianto que deve ser retirada do edifício”, declarou.

Arbiter estimou que a opção mais razoável seria realocar a família real no castelo de Windsor, oeste de Londres. “Não é o fim do mundo. O castelo de Windsor pode ser uma boa base”, disse.

Alguns dos 775 quartos do palácio de Buckingham não são renovados há 60 anos, e alguns visitantes constataram que há goteiras perto de algumas de suas pinturas valiosíssimas.

O palácio tem sua origem em uma grande mansão construída no local em 1703, mas foi ampliado no século XIX. Assim como o castelo de Windsor, o palácio é propriedade do Estado, enquanto as residências reais em Sandringham e o castelo de Balmoral na Escócia são da rainha.





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Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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