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Red Bull-Ferrari? Italianos querem fornecer motor. Mas rivais desconfiam

A Red Bull é a primeira a admitir que está descontente com o trabalho de sua fornecedora de motores, a Renault, desde que a Fórmula 1 trocou os motores V8 pelos V6 turbo híbridos. Afinal, a fábrica francesa não conseguiu, até agora, quase 18 meses após a mudança, fazer uma unidade de potência nem confiável, nem potente o suficiente para lutar com as Mercedes e as Ferrari, prejudicando o rendimento do time que foi tetracampeão mundial entre 2010 e 2013. Atualmente, a equipe é quarta colocada, com menos da metade dos pontos da terceira, a Williams.

O descontentamento da Red Bull com a Renault vem gerando uma série de especulações, inclusive abrindo a possibilidade da Audi voltar à Fórmula 1. Durante o GP da Áustria, contudo, o time recebeu uma proposta curiosa. Presente no circuito que leva o nome da Red Bull no último domingo, o presidente da Ferrari, Sergio Marchionne, ofereceu seus motores à rival.

“Tenho muito respeito pela Red Bull. Acho que eles fizeram muito pelo esporte, venceram o campeonato por muitos anos”, elogiou o italiano. “Acho que eles vão se encontrar e, se pudermos ajudá-los a chegar lá, estaria mais do que contente.”

O contato oficial da Ferrari com a Red Bull foi confirmado pelo consultor da equipe, Helmut Marko. Mas ninguém na equipe anglo-austríaca esconde o temor de depender diretamente de uma de suas grandes rivais.

“É muito gentil da parte de Sergio, mas temos um contrato para o ano que vem com a Renault”, despistou o chefe da Red Bull, Christian Horner. “Tenho certeza de que ele ficaria muito satisfeito em nos fornecer um motor, mas suponho que ele não tenha discorrido sobre os termos em que isso aconteceria.”

O contrato da Red Bull e também de sua equipe satélite, a Toro Rosso, com a Renault acaba no final de 2016 e acredita-se que a empresa tomará uma decisão sobre seu futuro até o final deste ano. Um acordo com a Ferrari, contudo, não seria novidade para a equipe, que contou com os motores italianos em 2006.

A Ferrari também garante que não há entraves para o negócio. “Isso é algo que está em nosso DNA, já fizemos isso antes. Conseguimos prover motores para qualquer equipe que quiser competir”, garantiu Marchionne. “Contando que possamos manter o controle sobre a aerodinâmica [no carro da Ferrari], acho que haverá distinção entre nós e os rivais.”

Fonte: Bol.com.br

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