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Rodrigo Sant'anna: o negócio dele é fazer rir

A arte de fazer rir do ator e humorista Rodrigo Sant’anna existe há pelo menos 10 anos, quando ele começou a carreira no teatro. O carioca se tornou conhecido na televisão com a personagem Valéria Vasquéz, do bordão “Ai, como tô bandida”, em 2010, no Zorra total. Ele interpreta esses e outros personagens no espetáculo Comício gargalhada – segundo turno, com sessão única hoje no Recife, às 20h, no Teatro de Santa Isabel (Praça da Bandeira, s/n, Santo Antônio).

“Ai, como eu tô bandida!” virou bordão e popularizou o humor de Rodrigo. Foto: TV Globo/Divulgacao

No palco, simula nove candidatos que irão defender suas campanhas e satirizar os comícios eleitorais. O ator também conquistou espaço no cinema em produções ligadas ao humor. Rodrigo entrará em cartaz na comédia A esperança é a última que morre, com Dani Calabresa, Katiuscia Canoro, Danton Mello, prevista para agosto. E em seguida, protagoniza O herdeiro, de Roberto Santucci, com estreia no final do ano.

>> ENTREVISTA: Rodrigo Sant’anna

O que esperar no espetáculo Comício Gargalhada – segundo turno?
Na verdade, é uma segunda edição do Comício gargalhada (2012). Apresento personagens a que o público assistiu na TV e pode rever no teatro. Nos trechos em que falo da minha vida pessoal, conto momentos depois da fama, depois da Valéria. Falo de casos das pessoas que me param na rua e não me reconhecem como Rodrigo. Uma vez, estava numa fila do banco e a mulher falou: ‘Queria fazer uma foto sua com a roupa da Valéria’. Expliquei que não estava com o figurino. Ela respondeu: ‘Então pode ser contigo mesmo!’. O ponto alto desse espetáculo é quando interpreto um pênis, o Zé Piroca. Mostro o que poderia ser o cotidiano do órgão e as pessoas se identificam muito, pela maneira lúdica sem ser grosseira e agressiva.

Rodrigo, sem a caracterização humorística. Foto: Matheus Cabral/TV Globo
Rodrigo, sem a caracterização humorística. Foto: Matheus Cabral/TV Globo

Qual o intuito misturar política e humor?
O formato é um comício apenas para fazer um deboche em cima disso tudo. Os candidatos são surrerais, é uma sátira. Nunca poderiam ser governantes. No roteiro, a política fica de pano de fundo e não é abordada efetivamente. Falo de questões atuais que todos podem viver. Temas como injustiça social, o preconceito contra a mulher idosa que não pode sentir prazer sem ser considerada vulgar, a internet e o celular, coisas que ninguém consegue viver sem, a realidade dos moradores de ruas. Tudo isso, sem levantar uma bandeira ou ser tendencioso.

Qual a importância da personagem Valéria, do Zorra Total, para a sua carreira?

A Valéria é um divisor de águas, quando as pessoas voltaram os olhares para mim e para o meu trabalho. Agradeço muito por ela existir. Na sequência, vieram a Adelaide, o Edmilson e outros que foram me dando uma identidade. E, agora, com o novo Zorra, abre-se um leque de possibilidades que vão ampliar a minha gama de personagens.

Qual a diferença de fazer humor na TV aberta e na TV paga?
Sem dúvidas fazer humor na TV fechada possibilita uma margem maior de brincar. A TV aberta, por ter acesso fácil às crianças, é mais engessada. A TV fechada ainda tem um público específico, então permite que sejam falados mais palavrões e sejam tiradas brincadeiras mais maliciosas.

SERVIÇO
Onde: Teatro de Santa Isabel
Quando: Hoje, às 20h
Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia). Meia entrada para assinantes do Clube Diario.
Informações: 3355-3322
Censura 14 anos

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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