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6 fatores a considerar na hora de escolher uma placa de vídeo

Se você quer turbinar o PC para rodar os jogos mais recentes em resoluções e taxas de quadro respeitáveis, ou pretende começar a trabalhar com edição de vídeo, animação ou renderização em 3D de qualquer tipo, uma placa de vídeo dedicada é uma necessidade.

A variedade de placas disponíveis é tamanha, porém, que fica difícil até mesmo saber por onde começar a escolher. As placas de vídeo são componentes bastante complexos, com RAM própria, processadores próprios e clocks diferentes – são, de fato, quase pequenos computadores elas mesmo. Com tudo isso, podem ser um pouco intimidantes.

No entanto, escolher uma placa de vídeo que se adeque ao que você precisa não é difícil. O começo da escolha, como sempre, precisa ser justamente nas suas necessidades: a placa mais recomendada para o seu caso muda dependendo do que você pretende fazer com ela.

Fora isso, existem uma grande variedade de fatores práticos a se considerar na hora de escolher uma placa de vídeo, tais como o consumo de energia, a conectividade e, é claro, o preço. Veja abaixo o que levar em consideração na hora de escolher uma placa para o seu computador.

Interface

As placas de vídeo se conectam diretamente à placa-mãe do seu computador. Por isso, é importante saber quais conectores a sua placa-mãe disponibiliza. Atualmente, as placas de vídeo mais recentes conectam-se por meio de interfaces PCIe 16x, um encaixe comprido e geralmente preto, que fica abaixo do slot do processador. Algumas placas mais antigas se conectam por meio de interfaces AGP e PCI 3.0. Veja a seguir imagens das conexões PCIe, AGP e PCI 3.0 (nessa ordem):

Placa-mãe com conexões PCI x 16 e PCI
 

O encaixe de uma interface AGP (marrom)

três entradas PCI 

É importante saber quais conexões sua placa-mãe possui para não investir numa placa de vídeo que não seja compatível. Felizmente, alguns sites como o PC Specs ajudam nessa tarefa, listando as placas compatíveis com cada modelo de placa-mãe. Mas se a sua placa-mãe não possuir nenhuma dessas interfaces, ou se a placa de vídeo que você quer muito não é compatível com a sua, será necessário atualizar a placa-mãe da sua máquina antes de investir numa placa de vídeo.

Energia

Reprodução 

Com seus próprios processadores e RAM, as placas de vídeo, como dissemos, são como pequenos computadores. Por isso, as mais potentes delas exigem mais energia do que a conexão com a placa-mãe pode oferecer, e precisam ser ligadas a uma fonte externa de energia. A maioria dos desktops já possui uma fonte de energia, mas dependendo da fonte e dependendo da placa de vídeo, ela pode não ser suficiente.

É necessário verificar antes quanta energia (em Watts) a placa de vídeo necessita e, se for o caso, comprar uma fonte para o seu computador que consiga fazer frente à demanda – e com as conexões adequadas à sua placa. Aqui, é possível ver uma tabela que mostra o consumo médio de nergia, em Watts, de diversas placas. Mas lembre-se; além da placa de vídeo, sua fonte também precisa alimentar os outros componentes do computador. É extremamente prestar atenção a isso, porque uma fonte de energia insuficiente pode causar sérios danos aos seus componentes.

Caso você não possa ou não queira usar uma fonte externa, porém, ainda há esperança. Existem uma série de placas de vídeo um pouco mais antigas (como a AMD R7 250X e a nVidia GTX 750 Ti) que não exigem uma fonte externa de energia, podem ser conectadas apenas à placa-mãe e oferecem um desempenho bastante respeitável mesmo em jogos recentes.

Preço

Se você já começou a pesquisar placas de vídeo na internet, você certamente já pecebeu que elas podem ser incrivelmente caras. A Radeon R9 295X2 da AMD, por exemplo, uma das placas mais potentes do mercado, chegou ao mercado brasileiro por estonteantes R$ 6000. Sim, o suficiente para comprar dois computadores inteiros mais humildes (mas ainda bastante funcionais) e ainda sobrar um pouco.

A Radeon R9 295X2 é, realmente, um exemplo fora da curva. Mas, ainda assim, é psosível encontrar placas bastante capazes por menos de R$1000. Lógico, quanto mais você estiver disposto a investir, mais desempenho terá. Mas a relação não é tão direta quanto parece. Esecialmente quando se trata de jogos, vale a pena pesquisar benchmarks (testes de desempenho em jogos) em sites como o Tom’s Hardware para garantir que você terá o melhor retorno possível por real investido.

Funções especiais

Caso você esteja atrás de uma placa de vídeo para rodar um software ou jogo esecífico, vale a pena pesquisar se ele possui alguma função que determinada placa de vídeo seria capaz de desempenhar melhor. A série Quadro na nVidia, por exemplo, é voltada especialmente para edição de vídeo e renderização em 3D. Ela possui inclusive funcionalidades especiais com alguns softwares, como o After Effects e o AutoCAD.

De maneira semelhante, alguns jogos possuem efeitos visuais otimizados para placas de vídeo de uma determinada marca. O efeito PhysX, por exemplo, é exclusivo de algumas placas da nVidia. Veja abaixo a diferença que ele pode fazer.

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Por outro lado, a AMD também possui algumas funcionalidades semelhantes. Ela possui uma tecnologia chamada TressFX que consegue processar alguns detalhes visuais (como cabelos) com maior fluidez. Veja abaixo a diferença.
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No geral, cada marca possui seus pontos positivos e negativos. Caso você pretenda comprar uma placa de vídeo apenas para usar um (ou alguns) programas específicos, porém, é bom dar uma pesquisada para ver se eles se determinada marca os favorece.

Gargalos de desempenho

Por melhor que a sua placa de vídeo seja, ela não vai funcionar sozinha. Se você está pensando em comprar uma placa de vídeo para poder jogar um jogo específico, por exemplo, não se esqueça de olhar antes se o processador e a RAM de seu computador são suficientes para rodar o jogo também! Pode parecer óbvio, mas essa simples observação pode impedir que você invista bastante dinheiro em um produto que, no final, não funcionará adequadamente.

Também vale lembrar que uma placa de vídeo de última geração (como as da série GTX900 da nVidia) não funcionarão tão bem com um processador muito defasado quanto funcionariam com um processador recém-lançado. Vale considerar, então, se não seria melhor investir logo em um novo computador (ou ao menos em um novo processador ou mais RAM) para acompanhar sua placa.

Saídas de Vídeo
Placa de vídeo com saídas HDMI, DisplayPort, DVI e VGA

A placa de vídeo enviará os sinais de vídeo que ela recebe para o seu monitor. Mas, se o seu monitor e a placa de vídeo não tiverem saídas (e entradas) compatíveis, será necessario se virar com adaptadores que, muitas vezes, acabam reduzindo a qualidade da imagem resultante. É impotante, por isso, verificar de antemão quais entradas de vídeo o seu monitor possui, e quais saídas de vídeo as placas de vídeo oferecem.

Entre os padrões mais comuns atualmente estão o HDMI 2.0, o DisplayPort e o DVI. Os conectores D-Sub (ou VGA) também são frequentes, embora menos comuns em placas mais recentes. A maioria dos monitores possuem entradas HDMI ou DVI também, então, nesses casos, deve ser possível conectá-los sem precisar de adaptadores. E vale lembrar também que será necessário um cabo adequado para realizar a conexão.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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