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‘A internet e o Twitter são a terra do demônio’, alfineta Nando Cunha

Rio – Os atores de ‘Tomara que Caia’ (Nando Cunha, Priscila Fantin, Fabiana Karla, Marcelo Serrado, Ricardo Tozzi, Heloísa Périssé, Eri Johnson e Dani Valente) vêm se esforçando para fazer o público e a plateia darem boas risadas, mas parece que o crivo do telespectador ao que se refere à comédia está cada vez mais exigente. A segunda apresentação do humorístico, que marcou 13 pontos no ibope (dois a menos que a estreia, quando marcou 15), ganhou uma enxurrada de críticas negativas na web. 


Nando acredita que a audiência do ‘Tomara que Caia’ vai melhorar

Foto:  Fernando Souza / Agência O Dia

“A internet e o Twitter são a terra do demônio, o capeta deve ser dono daquilo lá”, esbraveja Nando Cunha, um dos destaques da atração. “Eu não acompanhei o Twitter, porque tenho preguiça. Depois que inventaram essa merda, tem uma gente que pensa que sabe de tudo, mas nem TV assiste. Meu público não é esse. Isso é uma galera que não mostra o rosto, fala mal por falar, deve ser um bando de humoristas frustrados”, ressalta, indignado.

Nando chega a confessar que recebeu uma ligação de uma amiga próxima dizendo que o início do episódio de anteontem começou bem fraco, mas que uma parente a aconselhou a esperar as trolladas (interferências da plateia e da produção, momento em que os atores podem improvisar). “Pode estar sem graça, mas, calma, gente, as coisas vão entrar no eixo. O programa é inovador, o pessoal da técnica ainda está aprendendo o que fazer, estamos ajustando as coisas”, justifica o ator. 

Vídeo:  Patrícia Teixeira fala sobre o fracasso de ‘Tomara que Caia’


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Na visão de Nando Cunha, o politicamente correto também contribui para um humor mais fraco. “Para as pessoas que estão falando mal da gente, eu pergunto: ‘Vocês estão onde, em Marte? Isso aqui que é humor, casseta!’”, instiga. “Agora tem essa merda do politicamente correto. No meu show eu falo até da perna mecânica do Roberto Carlos. Nesse domingo, eu acabei perdendo uma piada sobre o fato de ser negro porque os outros ficaram com medo. Aí eu questionei: ‘Isso é game ou é humor?’”, desabafa.

O ator sabe que terá tempos difíceis pela frente, mas pede que o público seja paciente e entenda o programa. “É um sitcom que conta histórias com pequenos improvisos, e é nessa hora que a gente pode se jogar, se soltar e vem a graça da coisa. As trolladas não são combinadas porque, se fossem, não teria graça nem para a gente”, esclarece.

A estreia, entretanto, foi um pouco melhor avaliada que o episódio deste domingo. “A estreia bateu 15 pontos. A gente saiu de lá muito feliz. Não teve esporro da direção, nada. A única conversa que tivemos foi etílica”, diz Nando, aos risos. “Saímos do Projac e ficamos bebendo até as quatro da manhã num bar do Recreio. A plateia estava morrendo de rir, não entendi o porquê das críticas. A questão é que, naquele dia, estávamos cagando para elas. O episódio de anteontem foi mais morno. Sei que o ibope baixou, mas isso foi em todas as emissoras. O ao vivo não tem como editar para melhorar. Também não vou tirar a roupa em troca de audiência.”

Originalmente matéria publicada no Jornal O Dia (http://odia.ig.com.br)

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