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Aleppo volta a ter água e luz três semanas após ataque de jihadistas

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Os serviços de água e luz foram retomados em grande parte da cidade síria de Aleppo, três semanas depois que rebeldes cortaram o fornecimento de água para pressionar o governo, disse neste sábado (18) um grupo que monitora a guerra.

A Frente Nusra da Al-Qaeda cortou a água e a luz das áreas mantidas pelo governo e por insurgentes em Aleppo ao fechar a estação hidráulica da cidade. Por quase um mês, os moradores foram forçados a beber água não tratada de poços ou de outras reservas de emergência, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

O administrador da estação é membro do grupo jihadista e, em carta, havia exigido que o governo restaurasse o fornecimento de energia em partes da cidade em troca da volta da água, disse a ONG.

Todas as partes envolvidas no conflito sírio, que já se estende por quatro anos, frequentemente usam o acesso ao fornecimento de água e energia como moedas de troca. Em algumas áreas, os lados inimigos fizeram acordos para garantir suprimentos essenciais.

A estação hidráulica pediu apoio ao grupo de assistência Crescente Vermelho – nome que a Cruz Vermelha usa no mundo árabe – para obter diesel para as bombas d’água, segundo a ONG. Grupos de ajuda internacional na Síria geralmente fazem parcerias com o Crescente Vermelho a pedido do governo.

Nesta sexta-feira (17), o perfil no Twitter do Crescente Vermelho em Aleppo mostrava a entrega emergencial de água na cidade mas não informava se o fornecimento havia sido regularizado.

Zein Al-Rifai – 12.jul.2015/AFP
A muralha da cidadela de Aleppo foi destruída após um suposto ataque terrorista num túnel
A muralha da cidadela de Aleppo foi destruída após um suposto ataque terrorista num túnel

Aleppo era a mais importante cidade e centro comercial na Síria antes da eclosão do conflito, em 2011. Destruída em diversas áreas, foi fragmentada nas disputas entre as forças do governo e vários grupos insurgentes.

O Observatório, que monitora o conflito usando fontes de campo, também relatou que as autoridades sírias soltaram mais de 350 prisioneiros na quinta (16) e sexta (17) para marcar o fim do mês sagrado do Ramadã.

Os libertados seriam principalmente ativistas envolvidos em protestos no início do levante e incluem personalidades proeminentes, segundo o fundador do Observatório, Rami Abdulrahman.

Fonte: Folha de São Paulo
www.folha.com.br

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