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Ana Cañas lança se quarto e melhor álbum

Ana Canãs na capa de seu novo trabalho
Ana Canãs na capa de seu novo trabalho

Ana Cañas, cantora e compositora paulistana, que em 2007 lançou o seu primeiro disco, “Amor e Caos” (Sony Music), está lançando seu novo álbum. “Tô na Vida”.

No novo álbum, Cañas segue mostrando por que está no Hall das melhores cantoras brasileiras da nova geração. O disco “Tô Na Vida” é o quarto de inéditas e foi produzido por Lúcio Maia (Nação Zumbi) em parceria com Ana e mixado por Mario Caldato. Gravado em São Paulo, é o primeiro disco totalmente autoral da carreira da cantora e traz parcerias com Arnaldo Antunes, Dadi, Pedro Luís e Lúcio.

Ouça no link: http://jukebox.somlivre.com/playlist-363458253.

E para entender melhor como este trabalho surgiu, nada melhor do que um raio X feito pela própria Ana Cañas, que vai te explicar tudinho sobre este, que não minha opinião é o melhor, trabalho.

Disco novo – o 4o. de estúdio – e motivação inédita: realizar a essência.Pode parecer estranho (especialmente para um público que se afinou com o que fiz até agora), mas para mim, a ‘essência’ ainda não havia se revelado – ao menos por completo.

No entanto, qual é o caminho que leva o artista a realizar-se na sua forma mais singular, única, idiossincrática e poética? O que você vai dizer e que realmente PRECISA dizer? Como começar? Por onde começar? Começar?

Estrada sem volta, risco máximo, sem meios-caminhos ou em cima dos muros? E foi justamente esse desejo consciente que me despertou para um novo momento e iluminou o lugar em que me encontrava.

Considerei esse disco uma espécie de momento definitivo, um tudo ou nada, um vai ou racha no sentido do ser / de ser, do estar-fazer. Comprometimento total para uma possível contribuição real. Louca? Talvez.

“Você é bicho de palco.” – disse-me, certa vez, Ney Matogrosso. E é isso mesmo. Para mim, o centro de tudo sempre se resumiu a apenas esse momento.

E talvez por isso, a falta de verticalidade na feitura dos discos anteriores, acabasse por cobrar a sua conta.

Eu sabia que, que no descompasso irregular de minha própria obra, eu ainda não havia mergulhado o suficiente no ato de escrever, compor, arranjar, gravar… enfim, amalgamar canções – ou “almagamar”.

Um ano de ânsias e insônias e umas 30 canções depois, cheguei a esse novo – e decisivo – lugar. Me lembro de comentar sobre esses desvarios com o Marcelo Jeneci e ele sabiamente me dizer: “Ah, que massa! Então agora você está fazendo um disco.”

Claro que o convívio com o Lúcio (Maia – produtor) me fez perceber que já passava da hora de eu me comprometer de maneira radical com um disco. Afinal, o cara faz isso há 25 anos. Eu não. Eu realmente não sabia o que era isso.
Então dessa vez, foi tudo diferente.

O primeiro grande passo foi perceber que se cercar de pessoas experientes, maduras e talentosas é um passo certeiro na busca, no processo. Ninguém constrói nada sozinho. E pra minha sorte, estavam ao meu lado, além de Lúcio, os amigos Dadi, Arnaldo Antunes e Pedro Luís, os engenheiros Mario Caldato e Fernando Sanches e ainda os músicos Fábio Sá, Betão Aguiar e Marco da Costa. Todos cientes da minha luta pessoal no comprometimento fa-tal com a tal ‘busca pela essência’.

Gravamos tudo ao vivo. Power trio. Live. Como antigamente. Roots. Um som que vaza no outro, microfones que capturam o som da sala toda, dos outros microfones e dos amplificadores. Prazer total. Caos. Delírio-delícia. Alma. O repertório ficou entre as canções que rascunhei ao longo de 2014 e algumas baladas pop, com certa influência da soul music.

Um disco – o primeiro – totalmente autoral.

Lúcio me apresentou um universo infinito de canções, arranjos, temas, atmosferas. Décadas e décadas de som.

E eu que achava que não sabia nada, agora tinha certeza. Madrugadas trocando ideia… muita ideia sobre o que significa você encontrar “o seu som”. Foi maravilhoso. Um longo e tortuoso processo com final feliz.

“Se tem dor, tem evolução.” – me disse Marina Lima. Outra frase valiosa dela: “Pare de musicar seus poemas, Ana. Canção é melodia!”
Tá certa. Certíssima.

Poderei um dia olhar para trás orgulhosamente e dizer que ‘eu fiz um disco que gosto’? Sim! Hoje eu posso.
Eu adoro esse disco. Simplesmente porque estou ali pra valer. Entre rocks e baladas, sinto que a equação se resolveu.O que sou, ali está. E a alegria de saber-se é transcendental.

Sei de mim. Sou. Estou. Tô. Agora eu tô. Na vida.

Ana Cañas
Julho/2015

Bio

ANA CAÑAS – “Tô Na Vida”

Lançamento: slap/Guela Records

Faixas: 14

Preço médio: R$ 24,90

www.anacanas.com.br

1) EXISTE (Ana Cañas)

2) TÔ NA VIDA (Ana Cañas / Arnaldo Antunes / Lúcio Maia)

3) HOJE NUNCA MAIS (Ana Cañas / Dadi)

4) O SOM DO OSSO (Ana Cañas / Lúcio Maia / Pedro Luís )

5) INDIVISÍVEL (Ana Cañas)

6) COISA DEUS (Ana Cañas)

7) BANDIDO (Ana Cañas)

8) FEITA DE FIM (Ana Cañas)

9) UM DOIS UM SÓ (Ana Cañas / Arnaldo Antunes)

10) AMOR E DOR (Ana Cañas)

11) MULHER (Ana Cañas)

12) PRA MACHUCAR (Ana Cañas)

13) MADRUGADA QUER VOCÊ (Ana Cañas / Arnaldo Antunes / Lúcio Maia)

14) O AMOR VENCEU (Ana Cañas) – Bonus Track

Fonte: R7.com

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