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Ataque contra consulado italiano no Cairo mata um

Uma bomba explodiu neste sábado (11) em frente ao consulado italiano no Cairo, matando uma pessoa e aumentando a possibilidade de militantes islâmicos iniciarem uma campanha contra estrangeiros no Egito.

Uma autoridade disse à Reuters que a explosão foi causada por um carro-bomba e uma fonte de segurança contou à agência de notícias estatal Mena que investigações preliminares apontam que a bomba foi colocada sob um carro perto do consulado. O artefato teria sido acionada à distância.

Até agora, nenhum grupo assumiu a autoria do ataque, que danificou seriamente o consulado. A explosão foi sentida em outros prédios no centro da cidade, e ouvida em vários bairros vizinhos.

Um porta-voz do Ministério da Saúde disse que um civil egípcio morreu e dez ficaram feridos. A Mena informou que dois policiais estão entre os feridos.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Paolo Gentiloni, anunciou que a explosão não feriu italianos. “A Itália não será intimidada”, disse ele no Twitter.

O presidente do Egito, Abdel Fattah al-Sisi, afirmou que a militância é uma ameaça existencial ao Egito, a outros países árabes e ao Ocidente.

Com uma das maiores campanhas de repressão da história do país, o governo conseguiu enfraquecer a Irmandade Muçulmana, acusada de realizar uma série de pequenos ataques a bomba, mas que alega ser um movimento pacífico.

Enquanto isso, o braço do Estado Islâmico no Egito, que tem sede na Península do Sinai, também ameaça. O grupo já matou centenas de soldados e policiais desde que o Exército depôs o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade, após protestos em 2013.

Violência

O Egito tem sido palco de um recrudescimento da violência contra alvos turísticos. Um dos atos foi um ataque suicida contra um templo em Luxor, no mês passado.

O início de ataques a alvos ocidentais pode significar uma piora na situação egípcia, que é uma nação relativamente estável em meio a muitos conflitos surgidos desde o início da Primavera Árabe.

A violência e a instabilidade política causadas pela revolta que derrubou Hosni Mubarak em 2011 fragilizaram o turismo e a economia do país. Há duas semanas, um carro-bomba matou o principal promotor público da nação, e militantes filiados ao Estado Islâmico atacaram muitos pontos militares no norte do Sinai. Segundo o Exército, 17 soldados e mais de 100 militantes morreram em tais confrontos.

Países ocidentais esperam que Sisi consiga manter a estabilidade no país mais populoso do mundo árabe, mas as operações no Sinai não tiveram sucesso no objetivo de derrotar os militantes.

O Egito também está preocupado com os militantes que estão se aproveitando do caos na vizinha Líbia, onde Sisi já ordenou ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico.

Fonte: Band.com.br

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